Clube da Venda Nova: Vão para as lojas em mangas de camisa e fralda de fora...
Noticias Relacionadas
No existem notcias relacionadas a este assunto
O Vidal dos Martelos, fundador da Associação dos Secos e Molhados de Águeda, afirmava-se contente e até orgulhosos da nova presidente que desempenhava tão bem o seu cargo: “Atente-se nos propósitos que a Olívia Merkel manifestou na entrevista que deu, no seu sentido pedagógico, ensinando os comerciantes a como devem proceder, porque, como eu, vê tristemente as ruas da cidade vazias e as lojas às moscas”. “E é verdade – atalhou ela, que entretanto chegara – as pessoas são poucas e são sempre as mesmas. E ainda bem que não há variante para Aveiro, se não nem essas cá ficavam...”. O recém-agraciado Dr. Alberto Marquês, que assistia à conversa, comentou: “Também diz na entrevista, e com razão, que os comerciantes de Águeda não se mostram nem mostram o que vendem”. “E é verdade – continuou a Olívia Merkel – promovemos um concurso de montras, com um prémio valioso - uma viagem à Costa Nova, na camioneta do Luso - e em vez de mostrarem o que vendem puseram nas montras abóboras, bicicletas velhas, castanhas, guarda-chuvas e até espantalhos... não aproveitam as oportunidades!”. “E os comerciantes têm que andar aperaltados, de acordo com aquilo que vendem – interrompeu o Castilho das Pompas Fúnebres – por exemplo nós, os gatos pingados, andamos sempre de gravata preta e fato escuro. Os outros vão para as lojas em mangas de camisa e fralda de fora...”. “E devem também apregoar os seus produtos como se fossem os melhores – continuou o Gil Abre Depois – e, como cai bem agora, dizerem que tudo o que vendem é biológico: maçãs, sapatos, jornais, ferragens, é tudo biológico”. “E atualmente, para facilitar mais as vendas, têm a internet – disse a Olívia Merkel – o site chama-se “Compre em Águeda.pt”. Quem estiver online, compra de certeza”. O Vasco dos Vestidinhos que ia a passar, resmungou: “A mim não compram, que eu não tenho computador!”.
*** * *** Entretanto, no passado fim de semana, decorreram as festividades comemorativas dos 25 anos da Associação dos Secos e Molhados, tendo sido homenageado o Dr. Alberto Marquês, em razão dos relevantes serviços prestados à associação. O Egberto das Canas comentava o facto ao balcão da Trigal: “Olhe lá, ó Sr. Joaquim, você concorda com esta homenagem? Então é a mim e a outros que se deve a fundação da Associação, eu e o Natas da Sapataria e outros mais é que vergávamos a mola, na altura da Festa do Leitão, a pregar estacas e a fazer a vedação, chegava a casa todos os dias feito num molho... e as homenagens vão para os outros!?”. “Talvez tenha razão – respondeu o da Trigal – mas olhe que a Festa do Leitão este ano foi um fiasco...”. “Pois foi! - empertigou-se o Egberto das Canas – e vai piorar, não têm respeito por ninguém, nem sabem o que andam a fazer. Antigamente, quando eu era organizador, as coisas eram muito diferentes, até lá pus um forno para assar leitão, as pessoas vinham à festa e viam como o leitão é assado, começava-lhes a nascer água na boca e corriam logo para os restaurantes”. Bebeu uma golada do pingo e continuou: “Roubaram o forno, ou não sei que lhe fizeram, um forno daqueles que me custou um dinheirão... mas descanse, que ninguém o foi procurar...”. “Pois é – concordou o Joaquim da Trigal – se isto continua assim, nunca mais apresento novidade nenhuma!”.
488 vezes lido
|