header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Em desassossego permanente…, será impossível fazer… obra perfeita !

por Almeida Roque (Comendador) em Outubro 15,2014

image
Não acredito que, à nascença, cada um de nós venha fatalmente marcado com o seu próprio destino.
Mas tem algo de mistério as razões porque em 1937, com as dificuldades inimagináveis daquele tempo, eu já era jornalista (correspondente do Século), com menos de 18 anos e, em 2014, continuo a tentar fazer jornalismo, embora agora com objectivos alargados.
Nos primeiros tempos, procurava, sobretudo, aprender e encontrar “o meu lugar na vida”; hoje, continuo a tentar aprender e, sobretudo, encontrar as razões que dão origem a tudo o que vai acontecendo.
E penso que é esta a forma encontrada para encarar a vida, que nos vai dando motivos para objectivar o futuro, sem o qual, ela (vida) não terá sentido!
São estas razões que me obrigam hoje a escrever, trazendo à discussão pública as sensações que vou extraindo dos incidentes que protagonizei, ou observei, impondo-lhe sempre, com todo o meu querer, a procura da verdade.

Educação e Justiça

É neste contexto que encaro as actuais polémicas com os Exmos. Ministros da Educação e Ciência e da Justiça que, sendo graves, exigem o apuramento das responsabilidades.
Não conheço pessoalmente a Senhora Ministra da Justiça, mas apreciando-a com o Raios X com que a experiência da vida me dotou, cheguei à conclusão de que se trata de uma pessoa que, no mínimo, pretende ser honesta e fazer trabalho.
Conheço pessoalmente o Senhor Ministro da Educação e Ciência e, para além da competência que genericamente lhe é reconhecida, posso afirmar,  sem receio de ser desmentido por qualquer pessoa digna, que se trata de um Homem íntegro, que não se serve, e para quem o seu  objectivo superior é servir o País, com todo o seu querer e boa vontade.
Quanto à Senhora Ministra da Justiça, sabemos que, genericamente, tem óptimos colaboradores mas também temos de reconhecer que tem muitos incapazes e alguns (infiltrados) que dão uma péssima imagem da Justiça Portuguesa, o que é publicamente reconhecido!
Aliás, todas estas circunstâncias são agravadas com muitas e más leis: umas feitas “em cima do joelho”, outras deliberadamente mal feitas, que dão origem a processos monstruosos, difíceis de julgar e propícios a defender, mesmo o que é indefensável.

Julgamento e condenação
na praça pública

São estes Senhores e dignos Ministros, que estão a ser julgados e condenados na praça pública, por vozes sempre prontas a fazê-lo, porque o seu objectivo é destruir tudo o que não seja feito por eles, ou sob os seus auspícios, como acontece normalmente com quase todos os sindicatos, mas sobretudo a Fenprof, ao serviço de uma ideologia que nos reteve seus prisioneiros, desde o dia 11 de Março a 25 de Novembro de 1975.
Eu digo-o sem receio de desmentido, porque estive lá; vi e senti o que experimentou a quase totalidade dos portugueses, à parte os restantes 12% (?) de comunistas (?).
Naquele tempo, de autêntica tragédia nacional, as arbitrariedades e até autênticos crimes, não têm conta; desde algumas mortes a milhares de mandados de captura e prisões sem culpa formada, às ameaças de fuzilamento, por tantos civis armados que apareciam nas estradas, em grupos, e, a cada passo, autoritariamente, de armas apontadas, nos mandavam parar e, sempre sob ameaça de armas, nos revistavam os carros; mesmo que nada encontrassem que pudesse dar para qualquer suspeição, vinham, no mínimo, ameaças, quantas vezes de fuzilamento.
Nesse tempo, tinha os dois filhos mais novos nas Faculdades de Engenharia e Economia da Universidade do Porto que foram, como os seus colegas, salvo os comunistas, sujeitos aos maiores vexames, com distúrbios diários, como  invasão das salas de aulas, ameaças e selvajarias, que arrepiavam só de ouvir!
Eram e são, felizmente,  poucos mas, pela sua ditatorial obstinação e organização, chegaram, e continuam a chegar, para disturbar tudo o que é de sinal contrário aos seus desígnios.

Erros também ajudam à perfeição

Entusiasmei-me e esqueci-me do essencial, que são os Senhores Ministros em julgamento.
É altura de fazer esta pergunta e também de dar a concomitante resposta: algum grande empresário pensará administrar a empresa sem dispor de equipa completa de colaboradores, deixando apenas para si pensar o futuro e ordenar o presente?!
Naturalmente, é assim que deve pensar um Ministro que, quando os seus colaboradores falham, por incapacidade ou má fé, não vai fechar a empresa, embora deva censurar ou despedir os culpados.
Transferindo esta equação para este caso, penso que é quase crime pedir a demissão de um Ministro para solucionar uma situação que, mesmo sendo grave, tem remédio. Aliás, os erros também ajudam à perfeição.
O contrário, contribuirá para ser cada vez mais difícil encontrar quem queira ser Ministro, sobretudo da Educação, como, aliás, já vem acontecendo, pois, desde o tempo do anterior regime, sempre houve queixas dos alunos e seus pais e, por reflexo, do Povo, em geral.
Mas, desde há 40 anos, com os sindicatos dos professores em geral voltados quase exclusivamente para os seus próprios interesses, esquecendo os dos alunos, que são essenciais, a situação agravou-se pois o sindicato mais importante, completamente dominado pelo partido que sempre tentou e continua a tentar dominar o ensino, não tem deixado a qualquer Ministro o mínimo de sossego.
E, sem sossego, não é possível agir correctamente!  n ALMEIDA ROQUE


555 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00 (total 1 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados