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Cultura: Amigos da Música reconhecidos ao comendador Almeida Roque
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Os denominados “Amigos da Música” reuniram-se no domingo, dia 21 de Setembro, no Curia Palace, no tradicional almoço anual de reconhecimento ao comendador António Soares de Almeida Roque, “pelo seu contributo no desenvolvimento da arte musical”.
O convívio repete-se, com regularidade, “há, pelo menos, 33 anos”, segundo António Almeida da Silva, presidente da União de Bandas de Águeda, e nasceu a partir de um jantar, no Restaurante Convívio, no Porto, em que, para além do agora dirigente máximo da UBA, participaram, também, Américo Fernandes, Ilídio Costa, António Gomes (já falecido) e António Soares de Almeida Roque. O líder da UBA lembrou que “o senhor comendador foi um exemplo a distribuir instrumentos pelas Bandas”, afirmando que “hoje, podemos dizer que Águeda tem imensos mecenas, mas muita gente se esquece que a génese esteve na persistência de Almeida Roque, ao criar um certo entusiasmo naquilo que se faz nas Bandas do nosso concelho”. “Foi a distribuição de instrumental que levou, também, a que mais tarde, o capitão Amílcar Morais e o saudoso Ulisses de Carvalho tivessem a feliz ideia de criar a UBA, que fez das nossas Bandas instituições que disputam o mesmo espaço com dignidade e amizade, ao contrário do que acontecia anteriormente”, observou António Almeida da Silva.
O exemplo da UBA
O encontro foi tempo para João Neves, maestro da Banda Nova de Fermentelos; Joaquim Alves Amorim, ex-chefe da Banda da GNR; e Araújo Pereira, antigo maestro da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, enaltecerem o contributo de António Soares de Almeida Roque para a afirmação cultural de Águeda. Francisco Ribeiro, antigo maestro da Sociedade Musical de Pevidém (Guimarães) e um dos representantes da “velha guarda” nesta jornada cultural, foi mais longe, sublinhando “o exemplo da UBA” e colocando Águeda “acima de qualquer cidade do nosso país”, ao nível da música filarmónica. O sonho de um... hospital
“Cumpri os meus deveres e comecei a distribuir pela sociedade o que me ia sobrando... Há 70 anos que o venho fazendo, por obrigação!”, disse António Soares de Almeida Roque, depois de vincar os seus quatro objectivos de vida: “ser solidário, amar, defender a verdade e aquilo que penso que é a justiça”. “A última coisa que eu gostava de fazer em Águeda era substituir aquele hospital”, revelou Almeida Roque, antes de se referir ao actual edifício como “um posto de trânsito para os doentes que vão para os hospitais de Aveiro e de Coimbra”. “Fiz um pacto voluntário com a sociedade e cumpri-lo--ei até ao último dia da minha vida, porque entendo que esse é o meu destino e constitui a minha obrigação”, rematou o benemérito aguedense.
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