As obras na estrada Travassô/Óis da Ribeira
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Na acalmia das minhas férias fui surpreendido pelo minucioso destaque, quiçá excessiva crueza, com que o nosso jornal relatou a assembleia “popular” sobre o assunto em epígrafe, onde se iriam ouvir as explicações dos responsáveis da obra, entretanto parada por dificuldades financeiras do construtor, e onde se aventavam soluções que amenizassem os inconvenientes do seu atraso, principalmente, quando o rio transbordar. E o que se supunha ser uma reunião do elevado nível a que o povo nos habituou, resvalou para uma “peixeirada”, usando-se termos menos elegantes até se cair na “baixaria”, recorrendo ao insulto aqueles de quem se esperava um melhor exemplo, numa discussão estéril e nada ortodoxa a fazer lembrar o tempo do “PREC”. E embora reconheçamos que os habitantes da zona são os mais afectados pela proximidade e constante uso daquela via, o problema é de todos nós. Eu próprio passo pelo local com alguma frequência e sinto os constrangimentos de sair do alcatrão, apesar do desvio nem ser assim tão mau, pelo menos enquanto as águas não galgarem as margens do rio. Mas, reconheçamos o direito à preocupação das populações mais directamente afectadas; não tanto ao excesso de linguagem que ultrapasse o bom senso e, muito menos, quando os actores principais são pessoas com responsabilidades acrescidas pelo lugar que ocupam na sociedade. E a julgar pelo brio do nosso jornal em relação à matéria, aquilo ultrapassou os limites da civilidade e foi mau demais para ser relatado. Nem mesmo no calor da refrega se justificaria descer tão baixo. Algo vai mal quando a nossa argumentação se afirma daquela forma, porque o insulto não une, separa; adia, não resolve! Tiremos deste triste episódio uma lição para o futuro: as Juntas de Freguesia não são arenas onde vale tudo só porque temos lá lugar privilegiado. E as Assembleias são actos nobres que reclamam nobreza e a dignidade que o povo merece. E é muita! Aqueles que elegemos nossos guias temporais na comunidade têm obrigação de nos honrar com a sua postura, palavras e actos, mas pela leitura jornalística que veio a público, o seu exemplo causa-nos perplexidade e desilusão! Eu sou dos que pensam que os problemas de casa se resolvem portas adentro e não na praça pública!... “Mea-Culpa“. n a. a. silva
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