Foi um ar que lhe deu!…
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Começou a sealy season, época em que normalmente não há notícias e em que as pessoas se dão ao sono e ao sonho, ou se inquietam com os fogos nas florestas e, agora, com o terramoto do Espírito Santo e com o abalo nos bolsos dos pensionistas.
O Gil Pedalais para elaborar a sua tese de mestrado, que tem por objecto “a saúde mental em tempo de crise no concelho de Águeda”, andou pelas aldeias mais recônditas do concelho, desde o Bertufo a Vale d’Égua e de Aguadela à Ponte da Rata. O dr. Amorim Laranjedo, médico, escritor, mestre em psicologia, bioética e história de arte, esclareceu: “Li o estudo antropólogo-sociológico do mestre Gil Pedalais. Fiquei agradavelmente surpreendido e digo-vos que aceito as suas conclusões”. “Então e quais são?, - perguntou o historiador Deniz de Bouquets - raramente estou de acordo com o Pedalais, mas pode ser que eu também as aceite”. “São acertadíssimas e inquestionáveis: quem tem muito dinheiro e saúde, física e mental, tem sanidade. Pelo contrário, quem é pobre e psicótico, não tem sanidade mental. Só não concordo com a conclusão que ele tirou de que quem não vota no PS não tem sanidade mental... Tem que haver algumas excepções”. “Estou afastado da política há muito tempo, mas digo já que também não concordo com essa última conclusão - disse o Deniz de Bouqutes - e quanto às outras ainda vou refletir!”. “Mas há outros factores a que ele se refere, que também podem contribuir para a insanidade mental ou para a psicose - disse, incomodado, o Mário Martírios, presidente da Junta de Travassóis. E disse, muito solene e mebicos de pés: “O Clube mandou construir uma ponte em Cabanões e encomendou-a a uma empresa chamada Ar Feio, que abandonou as obras, deixou tudo cheio de lama e foi-se embora. “Foi um ar que lhe deu!...”. “Mas não podemos ser derrotistas e diabolizar o Clube e o construtor - interrompeu, com ar sério e consensual, o Silva dos Farolins - a lama está bem tratada, as relheiras bem desenhadas, parece a superfície lunar e até por lá podem passar pessoas a pé e de bicicleta”. Também no adjunto, estava o Seara Alheia, que disse com ar apreensivo: “Têm razão, há factos que perturbam. Vejam o que aconteceu em Macinhata e me pode acontecer também a mim, como presidente da Junta. Um cidadão zangado levou uma carrada de erva para a porta da farmácia do presidente da Junta, encheu-lhe a farmácia de erva e ainda o ameaçou com a forquilha!“. O Gil Abredepois concluiu: “Eu estive muitos anos na Junta e ninguém se lembrou de me incomodar. Mas se a moda pega, ó Seara Alheia, ainda levas com uma carrada de abóboras pela porta dentro!”.
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