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Lamas do Vouga: Freguesia esquecida pela autarquia e AdRA
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Desde que a ponte sobre o rio Vouga caiu, por manifesto desleixo da autarquia, já que vários alertas haviam sido, por mim, dados previamente, que a população se recorre da única alternativa possível, a ponte sobre o IC2.
Estando esta em obras e sob trânsito alternado, a população de Lamas, Serém, Mesa e Pedaçães (e acrescem todos os utentes que passam nesta via) não têm agora outro remédio que não seja esperar em longas filas de trânsito, cenário que, ao que parece, não tem ainda fim à vista. Estamos em Lamas do Vouga, não em Águeda.
Estação Arqueológica
O executivo camarário abandonou por completo a estação arqueológica do Cabeço do Vouga. A última vez que vi uma verba no orçamento da Câmara Municipal de Águeda, para a sua conservação e manutenção, não só não foi aplicada, como não houve qualquer preocupação, ou acção, no sentido de impedir o roubo e a destruição, que acabou por acontecer no local, naturalmente pouco vigiado e protegido. Quem te viu e quem te vê! A destruição deste local histórico é a destruição da nossa história. Acontece em Lamas do Vouga, não em Águeda. Lago Marnel e abrigos
O mau tempo que assolou o país no inverno passado destruiu os passadiços e vedações no lago do Marnel, que tinham sido colocados, por protocolo entre a Câmara e a Junta de Freguesia. A madeira foi recolhida posteriormente por uma firma, a mando da Câmara, para ser recuperada e recolocada. Segundo promessas do sr. vereador e vice-presidente da Câmara, seria recolocada antes da passagem dos peregrinos para Fátima, em Maio. Mas certamente não de 2014. Estamos em Lamas, não em Águeda. Por altura das mesmas intempéries, um abrigo de passageiros dos transportes públicos, em Lamas, foi danificado. Até hoje, ainda não foi reparado, o que condiciona os utentes à utilização de guarda-chuva, quando o tempo assim o exige. Note-se que seria coisa de meia hora de trabalho, 2 funcionários e 4 parafusos. Um trabalho que está à inteira responsabilidade da Câmara e à vista do senhor vereador, que passará por lá quase todos os dias. Acontece em Lamas do Vouga, não em Águeda.
AdRA e saneamento
Sobre a ADRA e o saneamento, fui informado, em Fevereiro de 2013, por um munícipe desta freguesia, que o saneamento para Pedaçães iria começar em breve. Num misto de contentamento, pela boa notícia, e indignação, por não ter sido oficialmente informado, entrei em contacto com a engª. Maria do Carmo, que também de nada sabia. Prontamente marcou reunião com o director da AdRA, nesse mesmo dia, tendo sido muito bem recebido. Foram-me mostrados mapas e projectos e assegurado que o saneamento em Serém, Lamas, resto de Trofa e resto de Segadães, seriam realizados entre 2014 e 2015, apenas dependentes de algum atraso causado pelas condições climatéricas. Será que se prevêem catástrofes frequentes na próxima década? É que, por ofício enviado pela ADRA à União de Freguesias, o dito saneamento só está previsto ser levado a cabo em 2020. Mais uma vez, isto acontece aqui, na periferia da grande cidade de Águeda.
Lamas não é Águeda
Questiono- -me se isto é brincar com as pessoas, ou se é apenas manifesto de neste município e pela autarquia, haver cidadãos considerados de primeira e outros de segunda. É claro que Lamas não é Águeda. Nem nós queremos que seja. Mas estamos a ficar fartos desta desigualdade de tratamento. Se somos iguais nos deveres, também devemos ser iguais nos direitos. A beleza da paisagem de Águeda será certamente melhor admirada se as suas periferias puderem usufruir das mesmas condições básicas de saneamento e estradas que existem na cidade. Tal disparidade não nos aproxima, pelo contrário, é um risco de desagregação. Lembro que as periferias são importantíssimas. Não poderíamos todos morar no perímetro citadino. Apelo, assim, ao município, publicamente, que atente às necessidades destes, que não são, de forma alguma, cidadãos de segunda e que contribuem activamente para o desenvolvimento do município. Atenciosamente. AJ
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