Águeda: Museu da Indústria
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A Câmara de Águeda adquiriu a uma imobiliária local, ficou a saber-se em primeira mão por SP, as instalações da fábrica Canário, Lucas & Irmão, por 350 000 euros, assim como as máquinas da empresa (37 500). A transacção, para uma autarquia que tem um orçamento anual próximo da meia centena de milhões de euros, parecerá aparentemente normal, considerando o seu montante (abaixo de 400 mil) e o fim a que se destina: o Museu da Indústria de Águeda, falado e desejado há muitos anos. Porém, o secretismo à volta deste (pouco) público negócio e a inexistência, em actas camarárias, de qualquer fundamentação quanto à escolha do local, do imóvel e sua avaliação, imprescindíveis sempre a uma transparente legitimação pública e afastando, por essa via, a mais tímida das suspeitas, leva-nos a apresentar algumas interrogações, a saber: - Adquiridas pela imobiliária Quadrado da Terra, em 3 de Março de 2014, pela importância de 139.700 euros, que razões válidas terão existido para a Câmara de Águeda, 37 dias depois, a 10 de Abril de 2014, comprar as mesmas instalações por 350 mil euros? Passados que já vão quase dois meses desta “operação”, porque não veio ainda a público alguém do executivo da Praça do Município, explicar os contornos de tudo isto e explicar que projecto tem para ali desenvolver? Diz o povo que o segredo é a “alma do negócio”! Mas no “segredo, pé ligeiro e bolsa aberta”, nem sempre a política e os políticos se livram das dúvidas que o cidadão comum legitimamente levanta, sobretudo quando há cortinas fechadas no tratamento da “coisa pública”, em vez de estarem abertas, de par em par, a todos nós. Estuda muito, Beatriz! Os exames estão a chegar! n JNS
n NR: O presidente Gil Nadais, ouvido por SP, afirmou que “a Câmara comprou por um valor inferior à avaliação feita por um técnico conceituado”. Que avaliou em 370 100, o que a Câmara Municipal comprou por 350 000 euros.
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