A Adega Cooperativa de Águeda (ACA), instituição fundada na década de 50 do século XX, foi definitivamente extinta em Fevereiro de 2014.
Abel Fontemanha (AF), o último presidente da direcção, disse, a SP, que a extinção da ACA está associada “à falta de objectivo comercial”.
SP: A Adega Cooperativa de Águeda (ACA) foi extinta recentemente. Porquê?
AF: No fundo, devido à falta de matéria prima para produzir vinho de qualidade. Para vinho de baixa qualidade, ainda tínhamos matéria prima, mas estamos num tempo em que importa produzir com qualidade, de modo a que o vinho tenha saída. Já vai o tempo em que as pessoas bebiam vinhos menos graduados e mais refrescantes.
SP: Com que sentimento é que os associados da ACA tomaram esta decisão?
AF: Com um sentimento de tristeza e mágoa, mas, acima de tudo, com compreensão, porque entendemos que os fins para os quais a instituição foi criada estavam esgotados e que a ACA já não tinha razão para existir. Seria necessário produzir um produto de qualidade e em quantidade, de acordo com as exigências dos tempos modernos... Criar uma marca, comercializar vinhos e, quem sabe, levá-los além fronteiras.
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