O Ministério Público impediu a realização de um funeral em Agadão. A médica de família passou a certidão de óbito indicando a morte como causa desconhecida e o corpo foi levado pelos Bombeiros, para autópsia no Instituto de Medicina Legal, em Aveiro. A família considerou a situação como “vergonhosa”.
Maria Irene Lito de Oliveira faleceu a 26 de Dezembro de 2013, por volta das 22 horas, aos 82 anos e na sua casa de Vilamento, em Agadão.
António José Oliveira, filho, emigrante na Suíça, disse a SP que “o agente funerário, logo pela manhã, dirigiu-se ao Centro de Saúde de Agueda e falou com a Delegada, que lhe comunicou que «a médica de família ia estar de serviço no Centro de Saúde de Águeda entre as 17 e as 20 horas e lhe passava a certidão de óbito”.
Estava mas recusou-se a ir, acabando por se deslocar a Agadão, fora de horário de trabalho e a ordem da Delegada de Saúde, transportada pelo agente funerário. Emitiu a certidão como morte por causa desconhecida.
A médica Cristina Paiva, ouvida por SP, afirmou que “fiz o que a minha consciência mandou”. “Tenho plena consciência de que agi de acordo com as necessidades de serviço”. sublinhou a clínica.
O funeral deve realizar-se na tarde de amanhã.
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