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Por um voto se ganha, por um voto se perde!

por José Neves em Outubro 23,2013

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Na pobreza em que se traduziram as últimas eleições autárquicas, muito por culpa da crise em que o país está mergulhado, da desconfiança generalizada na política e nos políticos, e numa clara ausência de estratégias e candidatos  alternativos, raras foram as excepções em que as vitórias e as derrotas se contaram no fio da navalha, por mais um voto ou por menos um voto!
Águeda não fugiu à regra talvez porque durante os últimos quatro anos a oposição na Câmara e Assembleia foi cinzenta, sem rasgo, sem rumo e inconsequente, não contrariando em substância e  persistência, a acção política do PS no poder, nas muitas e importantes matérias a que foi chamada a pronunciar-se e a dar o seu voto.
E não tendo construído, durante esse período, os necessários alicerces a uma alternativa de vitória eleitoral, galvanizadora do concelho e capaz de “abanar” as consciências de largos milhares de munícipes que se abstiveram  (46,25% do eleitorado aguedense), o escasso resultado da oposição era, assim, mais do que previsível, mesmo sem grande esforço socialista, a quem chegou e sobrou  a máquina camarária a puxar a seu favor!
Esta última segunda-feira tomaram posse os “novos” autarcas de Águeda, mas ninguém espere “tsunamis” na governação concelhia e muito menos sobressaltos no ritmo e orientação na acção política dos eleitos.
Neste “caminho certo”, o lema da candidatura vencedora socialista, por 14.107 votos, vai Águeda “navegar” nos próximos quatro anos.
Ultrapassada que está aquela máxima de “Águeda, capital do país”, parece que  Ribau Esteves, o recém eleito presidente da Câmara de Aveiro e mais do que provável presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), quer  continuar a sua estratégia pessoal e política e ser o “novo” governador civil do distrito, distribuindo e beneficiando de verbas nacionais e europeias, deixando aos serranos (como nos chama) as migalhas de que já não precisa!
O campo (político), marca-se também no início do jogo!
Oxalá neste terceiro mandato e nos próximos quatro anos, a política socialista na Câmara  saiba  “dar corda aos sapatos” e puxar Águeda para a frente da região, apoiando as empresas, criando emprego, defendendo a floresta e abrindo a nossa terra sempre mais ao exterior e ao mundo!
Não é, Beatriz?
 n JNS


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