Por um voto se ganha, por um voto se perde!
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Na pobreza em que se traduziram as últimas eleições autárquicas, muito por culpa da crise em que o país está mergulhado, da desconfiança generalizada na política e nos políticos, e numa clara ausência de estratégias e candidatos alternativos, raras foram as excepções em que as vitórias e as derrotas se contaram no fio da navalha, por mais um voto ou por menos um voto! Águeda não fugiu à regra talvez porque durante os últimos quatro anos a oposição na Câmara e Assembleia foi cinzenta, sem rasgo, sem rumo e inconsequente, não contrariando em substância e persistência, a acção política do PS no poder, nas muitas e importantes matérias a que foi chamada a pronunciar-se e a dar o seu voto. E não tendo construído, durante esse período, os necessários alicerces a uma alternativa de vitória eleitoral, galvanizadora do concelho e capaz de “abanar” as consciências de largos milhares de munícipes que se abstiveram (46,25% do eleitorado aguedense), o escasso resultado da oposição era, assim, mais do que previsível, mesmo sem grande esforço socialista, a quem chegou e sobrou a máquina camarária a puxar a seu favor! Esta última segunda-feira tomaram posse os “novos” autarcas de Águeda, mas ninguém espere “tsunamis” na governação concelhia e muito menos sobressaltos no ritmo e orientação na acção política dos eleitos. Neste “caminho certo”, o lema da candidatura vencedora socialista, por 14.107 votos, vai Águeda “navegar” nos próximos quatro anos. Ultrapassada que está aquela máxima de “Águeda, capital do país”, parece que Ribau Esteves, o recém eleito presidente da Câmara de Aveiro e mais do que provável presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), quer continuar a sua estratégia pessoal e política e ser o “novo” governador civil do distrito, distribuindo e beneficiando de verbas nacionais e europeias, deixando aos serranos (como nos chama) as migalhas de que já não precisa! O campo (político), marca-se também no início do jogo! Oxalá neste terceiro mandato e nos próximos quatro anos, a política socialista na Câmara saiba “dar corda aos sapatos” e puxar Águeda para a frente da região, apoiando as empresas, criando emprego, defendendo a floresta e abrindo a nossa terra sempre mais ao exterior e ao mundo! Não é, Beatriz? n JNS
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