O diácono Augusto Semedo desempenha funções, em particular, na paróquia de Castanheira do Vouga, depois do convite de D. António Marcelino, antigo Bispo de Aveiro.
SP: O que o levou a esta missão?
AS: Fui criando, ao longo da vida, o sentido de missão, porque a fé em Jesus Cristo tem que ser entendida assim, como uma missão. Aqui há uns 30 anos, eu nunca tinha pensado nesta hipótese. Somos chamados para a missão, que é um dom de Deus, mas tenho consciência que somos sempre imperfeitos. Somos barro frágil, nas mãos do Oleiro, que é Jesus Cristo.
SP: Como surgiu a ideia do ministério diaconal?
AS: Fui convidado pelo Padre Carvalhais, que era, à altura, o nosso pároco, para começar o tempo de formação, talvez em 1985. Comecei esta caminhada muito hesitante e reflecti muito sobre a responsabilidade de receber este grau da ordem e assumir um compromisso que me vinculava e me responsabilizava mais, por ter um carácter sacramental. Ao longo da caminhada, fui aprendendo, crescendo interiormente e abriram-se novos horizontes na compreensão dos problemas e do mundo, sempre à luz do Cristianismo.
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