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Fundação Almeida Roque para a cultura e a solidariedade
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A escritura da Fundação Família Almeida Roque realizou-se na sexta-feira, dia 22 de Março, na Câmara Municipal de Águeda, numa cerimónia que encheu por completo o salão nobre dos Paços do Concelho.
A Fundação Família Almeida Roque terá sede no edifício a construir num terreno situado no alto do S. Pedro, com cerca de 3.200 metros quadrados, e terá como principal objectivo a instalação e dinamização da Universidade Sénior da Academia de Cultura e Solidariedade de Águeda (ACSA). “É um gesto diferente e um acto da maior nobreza!”, começou por dizer Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, enaltecendo, depois, o Comendador Almeida Roque, por “estar a fazer uma doação de um terreno e de uma quantia que vão perpectuar a sua memória”.
Obrigações sociais
“Tento, apenas, cumprir as minhas obrigações sociais”, referiu Almeida Roque, sublinhando que podia ter “um Rolls-Royce e um palácio”, mas faz questão de “viver numa casa modesta, de ter um automóvel modesto e trajar modestamente, porque é assim que os homens que têm mais algum dinheiro devem proceder”. “O mérito não é só meu! É, sobretudo, dos meus familiares, dos meus netos, dos meus filhos, do meu genro e da minha nora, que estiveram sempre ao lado das minhas ideias”, acrescentou Almeida Roque, para justificar a doação de um terreno e de uma verba (2,5 milhões de euros) para a constituição da Fundação com o seu nome. Almeida Roque aproveitou a cerimónia para se referir “à falta de solidariedade e valores morais” dos tempos que correm, considerando que “a culpa é, essencialmente, da classe política, que do alto da sua cátedra, não transmite os bons exemplos”.
Família generosa
António Almeida da Silva, vice-presidente do Conselho de Administração, referiu-se a uma “Fundação diferente, por ser um misto cultural e social” em que Almeida Roque complementará “a cruzada que encetou há muitas dezenas de anos”, assente numa “espécie de epílogo em que reúne todos os temas da grande sinfonia da sua vida!”. “São actos como este que contribuem para a dignificação da humanidade e auxiliam os que sofrem ajoujados às vicissitudes da vida e ao peso da cruz que o destino lhes impôs”, acrescentou António Almeida da Silva, para realçar “o exemplo de verdadeiro mecenato”. praticado por Almeida Roque. Depois, regozijou-se pela “generosidade reveladora do altruísmo de uma família que não se cansa de nos surpreender, sempre que a causa é suprimir carências àqueles a quem falta amparo e aliviar o sofrimento do semelhante, amenizando-lhes o inverno da vida”. (ler “Entrelinhas” na página seguinte). A cerimónia da escrituta contou com um apontamento cultural do Mestre André Madeira (foto à esquerda), guitarrista aguedense que tem levado o nome de Portugal a vários pontos do mundo.
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