Falsos peditórios para a Cruz Vermelha
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Há utentes do Centro de Apoio Temporário a pedir na baixa da cidade para a Cruz Vermelha. Mas não estão habilitados a tal e o que recebem é para álcool e droga.
O presidente da Delegação de Águeda denunciou o facto e lembra que “Águeda é o concelho do distrito com mais respostas sociais”, mas que, porém, “continua a alimentar a mendicidade de rua”. A mendicidade de rua, com estas respostas sociais, “é óbvio que não devia existir”, frisa César Marques, acrescentando que “existindo, deveria ser tão ténue que não fosse notada”. “Quem gosta de fazer caridade, devia encaminhar os seus donativos para as instituições sociais”, sublinhou o presidente da Delegação, alertando para o fenómeno e referindo que “até já fomos chamados à atenção para cidadãos a dormir na rua, como se a Cruz Vermelha fosse a responsável por estas situações”. A instituição tem um Centro de Alojamento Temporário e “assume as suas responsabilidades, mas não pode nem deve assumir as de outros”, afirmou César Marques, considerando que “minha reação pode causar estranheza, mas aconteceu que, a 28 de Novembro, dois utentes do CAT foram detectados a pedir na baixa da cidade e, pasme-se, sem qualquer identificação e a pedir para a Cruz Vermelha”. “Já tinham bastantes moedas, para o consumo de droga e álcool, pois fome não tinham e a dormida estava assegurada”, disse César Marques, comentando que “assim é difícil trabalhar no projecto de vida destes utentes e na sua reintegração na sociedade”. “Termino a minha partilha de preocupação, pedindo a colaboração de todos”, disse César Marques.
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