A Cigarra
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“No ano passado deixaram no meu táxi 27 telemóveis e 2 pares de óculos. Este ano só ficaram esquecidos 5 telemóveis! Com a crise as pessoas têm mais atenção às coisas.” Esta informação do taxista comprova a ideia de que estamos a perceber melhor que o dinheiro custa a ganhar. Um euro, hoje, vale muito mais que ontem! “As pessoas que não passaram por dificuldades grandes, têm hábitos de rico! O problema é que agora a bolsa é de pobre!” Assim lembrava um respeitado ancião. Talvez as novas gerações ganhem uma diferente atitude em ralação ao trabalho e ao despesismo. Talvez este seja o único ganho desta crise, que varre a nossa qualidade de vida e retira os benefícios dum Estado social, que nos habituamos a contar como certo. Em dez anos, a despesa do Estado com benefícios sociais, cresceu mais de dez por cento, em relação a toda a riqueza que produzimos. E esta por seu aldo, cresceu muito pouco. É evidente que um dia a casa tinha que vir abaixo! Agora, o problema é tirar o que se deu a mais! Andar para três é duro?! O melhor é olharmos para a frente, trabalharmos muito, porque ninguém nos vai dar nada! E sobretudo produzir mais, para podermos ter mais! Temos que assumir o papel da formiga que trabalha para fazer o celeiro do inverno. Não podemos ser a cigarra do célebre conto infantil… Agora que o “inverno” entrou na nossa vida, tal como a cigarra, estamos a estender a mão às “formigas”, que souberam amealhar! A realidade é o pesadelo do mundo dos sonhos! Mas, é a nossa realidade! Aprendamos a viver (e a sobreviver…) com o que temos! n EC
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