Os “passos perdidos” de Águeda
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A avaliar pela reportagem SP da última Assembleia Municipal, sobre o aliciante tema do “estado do concelho”, fácilmente se concluirá que a generalidade dos intervenientes mais uma vez se preocupou mais em apregoar a cartilha do partido a que “pertence” e menos o de sair da poltrona do “salão nobre”. Sair e ir por essas veredas circundantes à Praça do Município e até aos limites das nossas “fronteiras”, ver realmente o estado e as condições em que vivem as populações, se são boas, más ou assim-assim, apontando e questionando os caminhos do futuro. Porque, mais do que um julgamento partidário de quem está no poder ou na oposição - que deve ser deixado ao voto livre dos munícipes em cada acto eleitoral - o que se esperaria da Assembleia é que fizesse um balanço despartidarizado do trabalho dos seus autarcas e se a “alma” concelhia esteve sempre ou não presente, na utilização dos recursos e na tomada as decisões politicas. Embora Águeda e a sua política mereçam elogios por muita coisa já realizada - na assistência, na educação, na indústria - nem sempre o poder autárquico soube garantir e acautelar a eficácia da resposta a problemas do dia a dia e de que a água, o saneamento, a iluminação pública e a urbanidade dos acessos viários são (alguns) exemplos preocupantes! Também muitas obras ficaram pelo caminho e outras se arrastaram desnecessariamente no tempo, dando uma imagem pouco positiva de um poder local que se deseja à altura e acompanhando a dinâmica do que está à sua volta. Nesta radiografia concelhia, justo é dizê-lo, está em primeiro plano o envolvimento da nossa população activa, na realização da obra social e associativa e, bem assim, no assumir de uma agressiva prática cultural e desportiva. O tempo de vida desta Assembleia Municipal está a chegar ao fim (as eleições são já no próximo ano) cabendo a cada um dos seus membros o exame de consciência e se correspondeu aquilo que os seus conterrâneos esperavam de si. Mas o que importa mesmo agora é o futuro e reza o provérbio que o futuro a Deus pertence! Como escrevia o filósofo Aristóteles, discordando, o futuro é obra da política e o seu o problema são os homens quando, ao exercê-la, se afastam do povo que os elegeu. Tem razão o filósofo, não achas Beatriz? n JNS
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