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O estado do concelho de Águeda

por Redacção Soberania em Novembro 14,2012

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O concelho de Águeda está bem e, segundo o presidente Gil Nadais, 7 anos após a sua tomada de posse, «está diferente e muito melhor». Não pensa assim a oposição. Nair Barreto (PSD), «satisfeita com o que fez por Águeda», não deixou de mostrar remoque: «É pena que o sr. Presidente da Câmara pense que Águeda nasceu de geração espontânea há 7 anos». António Tondela, também social-democrata, não seria menos corrosivo: «Faltou-lhe engenho e arte. O que ofereceu ao concelho é pouco».

Gil Nadais puxou dos seus galões, observando a Carta Educativa e a zona industrial – para as quais «a Câmara comprou mais de um milhão de metros de terrenos, por mais de 6 milhões de euros". Sublinhou o investimento na educação («podíamos ter escolhido a mais fácil, mas escolhemos o adequado»), a cultura («Águeda está no mapa e num patamar elevado»), o desporto (e na aposta na formação), na afirmação na área social («nunca em Águeda se construíram tantos equipamentos sociais como nos últimos 7 anos») e da área financeira.
«Orgulhamo-nos. Partimos de uma situação grave e não esqueço que tivemos de pedir aos comerciantes para nos darem mais crédito», disse o presidente, sublinhando que «as gorduras começaram paulatinamente a desaparecer e o dinheiro público a ser aplicado no que é preciso».

Câmara deve 8 milhões

A Câmara deve 8 milhões de euros, que Gil Nadais disse «estarmos a amortizar sem qualquer problema», num momento em que «a afirmação do concelho passa pelo turismo» e também pelo empreendedorismo, a zona industrial e incubadoras de empresas, por ser terra atractiva e por «uma arrojada estratégia de valorização da cidade».
«A longo de 7 anos, a imagem colada a Águeda é a de que a Câmara é uma das mais dinâmicas e é nesse contexto que surge a baixa de impostos», disse Gil Nadais.
Nair Barreto, que foi presidente da Câmara imediatamente antes dele (GN), lembrou-lhe a rede viária, como exemplo.
«Não vi que se referisse. E não vi referência a obras de outras Câmaras. O que fez, foi obrigação sua», disse a social-democrata - apontando outros caminhos: um gabinete de emergência social.
«Precisamos de intervenção rápida e eficaz, pois há carências básicas, inclusive de alimentação, e casos de exclusão social, disse Nair Barreto.

Faltou arte e engenho

António Tondela questionou o parque educativo e, a Gil Nadais, disse que «o que ofereceu ao concelho é pouco». Falou dos pólos educativos de Macinhata (parado, sobredimensionado e mal localizado), Borralha (salas pequenas e sem quadros interactivos), Recardães (refeitório por turnos e crianças a brincar por turnos) e Fermentelos (o único, com os diferentes graus de ensino), e centrou o seu comentário na Fernando Caldeira, onde lecciona, desfiando um rol imenso de defeitos: «Não planificou, não ouviu ninguém”. Mais: “Passaram-se 7 anos e nem um jardim de infância abriu na cidade. Faltou engenho e arte, a Câmara resolve tarde e a más horas e há 7 anos que estamos à espera do seu projecto executivo para o concelho. A história fará o seu julgamento», concluiu António Tondela.
 Gil Nadais deu-lhe troco: «Fez-lhe mal ter estado ausente, está muito mais parcial, a falar da escola onde trabalha». E explicou que «todos os projectos foram aprovados por técnicos a Educação, não sou eu que vou reprová-los».
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