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ÁGUEDA, que já foi “o país”, deixou passar o tempo de uma discussão serena e fundamentada e vai, a correr, agora, decidir sobre o que pensa (ou não quer) da reforma administrativa. Decidirá mal, ou bem? Vai ser uma roda de fortuna, ou de azar. 1 - Águeda há muito que deixou de ter quem pense o que é. E o que não é. O que vale e o que não vale. Sobre a reforma administrativa, quem tinha a obrigação de pôr o tema a discussão, calçou as suas tamanquinhas e deu de frosques - para não queimar votos na labareda da opinião pública. 2 - Surpreende a forma fútil (diria, leviana...) e a argumentação banal e frouxa, quase infantil, como alguns agentes políticos da praça de Águeda desbaratam o bem incomum e insubstituível que é o poder local. Nunca souberam o que é a conquista de uma pequena obra, a concretização de um sonho colectivo, a defesa e promoção do que mais importa aos que mais sofrem - por não terem quem os defenda. Vivem fechados nos condomínios da sua (in)competência, deslumbrados nos fóruns autistas dos seus partidos, e não sabem, nem imaginam, o que é lutar pelo bem-estar da comunidade. Eles, mordomos ou juízes da política, têm tudo na soleira da sua porta. 3 - A forma inâne, desleixada e irresponsável como boa parte dos eleitos locais trata(ou) a questão da reforma administrativa não lhe substantiva autoridade para nada. Apenas a têm porque, em alguma altura, foram mais lestos na mensagem de mentira com que se enganaram os que agora ignoram. Traindo o seu povo. n CV
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