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Águeda: Elói Correia responde no Tribunal

por Redacção Soberania em Setembro 26,2012

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José Eloi Correia, ex-presidente da Câmara Municipal de Águeda, negou em tribunal ter lesado a autarquia, na obra de alcatroamento de uma rua de Rio Côvo, em favor de um empreiteiro.

“Nunca mandei fazer nada nessa obra, nem tive nela qualquer intervenção”, disse José Elói Correia, afirmando aos juízes que “os papéis que assinei foi com base na informação do engº. Barreiras, em quem sempre confiei”.
O ex-presidente responde por alegados actos de 2001 e é acusado de crimes de prevaricação económica em negócio e falsificação de documentos.
A Câmara Municipal de Águeda, segundo a acusação (o Ministério Público), pagou 16 500 euros a um empreiteiro, por uma obra que alegadamdente não foi terminada, tendo o autarca decidido aplicar a verba sobrante em outras obras, sem concurso público - eventualmente lesando a Câmara Municipal em 3 300 euros, assim beneficiando o empreiteiro.
A acusação está associada a uma obra na Rua da Fonte, em Rio Côvo, cujo pagamento (16.500 euros) não corresponderá à obra que tinha sido feita, motivando que a edilidade presidida por Gil Nadais comunicasse as alegadas irregularidades às autoridades.
O objectivo era “servir os interesses da população, que preferia a ligação entre as duas ruas a uma obra que dava acesso a um pinhal”, disse José Elói Coreia em tribunal, na 2ª.-feira.
O engº. José António Barreiras também negou quaisquer responsabilidades, dizendo que “as alterações foram feitas a mando da Câmara, num ano de eleições e de muito trabalho”.  E garantiu que “a Câmara não foi prejudicada”.
A denúncia ao Ministério  Público foi feita em 2010, pela presidência de Gil Nadais que, na altura, explicou que “a Câmara verificou a omissão de diversos trabalhos contratuais, medidos, pagos e recebidos provisoramente entre 2002 e 2004, quando procedeu à vistoria das obras para a sua eventual  recepção”.
- BARRÔ: A Câmara socialista tinha também denunciado ao Ministério Público, a 4 de Fevereiro de 2010, duas outras obras em Barrô (na Rua dos Arneiros, ou Quinta dos Pinheiros, e Travessa do Porto das Vacas), alegadamente pagas e não efectuadas.


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