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Ois da Ribeira: Assembleia popular não acabou

por Redacção Soberania em Agosto 01,2012

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A reunião convocada pela Assembleia e Junta de Freguesia de Ois da Ribeira não chegou ao fim. Foi abandonada pelos populares, a 28 de Julho, antes da votação.

O objectivo era os cidadãos eleitores «darem a sua opinião quanto à(s) freguesia(s) com as quais gostaria de se agregar», no âmbito do processo administrativo em curso. «A opinião maioritária, desde que representativa do universo eleitoral, servirá para fundamentar o parecer a enviar pela Assembleia de Freguesia à Assembleia Municipal de Águeda, caso seja necessário», explicava o convite à população.
A população até correspondeu (mais de 70 pessoas) e participou, desde logo ficando vincada a posição de não haver agregação, ainda que possivelmente seja inevitável. «A termos de aceitar a imposição da lei, mostremos a nossa indi-gnação por, em Lisboa, uns senhores decidirem por nós, o que nós não queremos», foi o tom geral de aplaudidas intervenções. E vários cidadãos intervieram, sublinhando esta opção: José Maria Gomes, Rosário Cadinha, Manuel Tavares, Horácio Tavares, Celestino Viegas, Manuel Joaquim Carvalho, António Melo, Hercílio de Almeida, Agostinho Tavares, Albertino Soares, Angelino Gomes, Lurdes Cadinha, Hermínia Viegas e Diamantino Correia, talvez outros.
Os presidentes a Assembleia e Junta de Freguesia e mesa não quiseram dar a sua opinião, argumentando não quererem influenciar o voto popular, mas insistiu na oportunidade de serem indicadas as freguesias opcionais para a eventual agregação e respondeu a algumas questões. Ficou a saber-se, por exemplo, que a Assembleia de Freguesia de 23 de Julho foi unânime em não aceitar a agregação. «Foram 7-0...», disse Paulo Gomes (PSD), um dos eleitos, referindo-se aos 7 membros da AFOR - 4 do PSD e 3 do PS (embora Carla Tavares e Luís Neves não estivessem nesta reunião de 28 de Julho).
Se era assim, toda a gente estaria de acordo quando à não agregação. Rui Cardoso ainda chegou a propor «um plano B», mas entre alguma confusão e impaciência, o presidente Manuel Soares (AFOR) lançou a votos uma proposta que não foi bem entendida, ainda houve braços no ar e foram pedidos esclarecimentos, mas a maioria esmagadora dos cidadãos logo abandonou a sala. Não chegou a votar-se o que quer que seja..

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