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Ois da Ribeira: Concerto Coral da Junta fez memórias do Orfeão

por Redacção Soberania em Outubro 21,2010

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O Concerto Coral da Junta de Freguesia de Ois da Ribeira, no domingo, evocou o trágico acidente do Orfeão de Águeda, do qual resultou a morte de Ana Paula Silva e 17 feridos graves. «Não estamos a evocar uma pessoa que morreu, estamos a festejar a vida», disse Paulo Sucena, presidente da assembleia geral do Orfeão.
 
O salão da ARCOR encheu--se para um momento de cultura, de saudade e de memória. «A alma, as vozes, as mulheres e os homens que fizeram a história do Orfeão de Águeda, estão aqui com grande vontade de cantar», disse Júlio Balreira, depois de explicar «quanto é importante este dia para o Orfeão» - o dia 17 de Outubro de 2010, o do primeiro aniversário do trágico acidente de Arrifana – quando o grupo se dirigia para S. Paio de Oleiros.
«O dia é muito especial», frisou Júlio Balreira, fazendo a leitura da evocação de Paulo Sucena - publicada na última edição de SP - e sublinhando, emotivamente, que era uma leitura «para a Ana Paula, uma saudade imensa do Orfeão».
O Coral Misto de S. Paio de Oleiros e o Orfeão de Águeda encheram a sala de talento, e Paulo Sucena frisou «as magníficas interpretações deste dia», falou das emoções que se repetiam, lembrou António Berna (fadista de Coimbra, natural de Ois da Ribeira) e afirmou que «os que morrem cedo são aqueles que os deuses amam». De Ana Paula Silva, com «um obrigado pelo que nos deu», afirmou que «nada é mais exaltante que a vida» e que «deixou-nos o exemplo de fraternidade e da solidariedade», que considerou «uma coisa rara».
Vicente Sousa, presidente da Associação Musical Oleirense, afirmando que «não podemos continuar a chorar pela Ana Paula», precisou também que «por muitos mais anos que vivamos, jamais o dia 17 de Outubro se esquecerá nas nossas memórias».
Emoção foi também a de entrega de recordações. Júlio Balreira, de ramo na mão, disse que «a Ana Paula está a enviar-nos ramos à Catarina» - a filha. O mesmo fez Fernando Pires, presidente da Junta de Freguesia de Ois da Ribeira, mas ficando «sem palavras».
 


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