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Águeda entrou de férias e há um estranho silêncio em volta do que por cá se vai (não) fazendo. Tudo parece anestesiado em volta da romaria anual do rio e vão-se descuidando alguns porquês e para quês das coisas que (não) nos fazem maiores e melhores. 1 - Os partidos políticos - os que são poder e os que deviam fazer oposição, e oposição livre, serena e responsável, oportuna e interventiva... - andam estranhamente calados e não se lhes ouve palavra sobre nada. 2 - Aqui ao lado, Albergaria perdeu 4 escolas básicas e Aveiro ficou sem mais duas. O país centraliza-se, em nome de uma nova política educativa, que diz apontar para a qualidade do ensino, mas desertifica aldeias e mata sonhos de comunidades que não querem morrer. Os alicerces da escola pública são desbaratados. Um dia, os nossos filhos - ou os filhos dos nossos filhos - não terão recreio para brincar, nem adro de ideias para crescer, porque estarão numa escola gigante, agrupada e mastodôntica, onde os seus nomes serão substituídos por números e nem um amigo próximo terão para partilhar afectos, ou desfazer dúvidas e multiplicar relações. 3 - Sobre escolas, todos nos lembramos dos morosos tempos que durou a discussão da carta educativa de Águeda e da recente "trapalhada" do parecer sobre a formação de Agrupamentos. 4 - O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga garante que as urgências básicas do Hospital Distrital de Águeda não vão fechar. É uma boa notícia, a arejar este tempo e estas decisões que nos vão tirando tanta coisa boa. n CV
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