8741
Jul 25,2012 00:00 by CV


Águeda entrou de férias e há um
estranho silêncio em volta do que por cá se vai (não) fazendo. Tudo parece anestesiado em volta da romaria anual do rio e vão-se descuidando alguns  porquês e para quês das coisas que (não) nos fazem maiores e melhores.
1 - Os partidos políticos - os que são poder e os que deviam fazer oposição, e oposição livre, serena e responsável, oportuna e interventiva...  - andam
estranhamente calados e não se lhes ouve palavra sobre nada.
2 - Aqui ao lado, Albergaria perdeu 4 escolas básicas e Aveiro ficou sem mais duas. O país centraliza-se, em nome de uma nova política educativa, que diz apontar para a qualidade do ensino, mas desertifica aldeias e mata sonhos de comunidades que não querem morrer. Os alicerces da escola pública são desbaratados. Um dia, os nossos filhos - ou os filhos dos nossos filhos - não terão recreio para brincar, nem adro de ideias para crescer, porque estarão numa escola gigante, agrupada e mastodôntica, onde os seus nomes serão substituídos por números e nem um amigo próximo terão para partilhar afectos, ou desfazer dúvidas e multiplicar relações.
3 - Sobre escolas, todos nos lembramos dos morosos tempos que durou a discussão da carta educativa de Águeda e da recente "trapalhada" do parecer sobre a formação de Agrupamentos.
4 - O presidente do conselho de
administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga garante que as urgências básicas do Hospital Distrital de Águeda não vão fechar. É uma boa notícia, a arejar este tempo e estas decisões que nos vão tirando tanta coisa boa. n CV