Ensino: Levar a Escola à Sanzala
Há 50 anos, em 1962, o aguedense Amadeu Castilho Soares concebeu e lançou um plano de escolarização e ensino da Língua Portuguesa em Angola.
O plano, designado por ”Levar a Escola à Sanzala”, integrava a formação de professores, o ensino escolar nas comunidades tribais do território, a elaboração de manuais didácticos para apoio aos professores e a criação de livros de iniciação à leitura, para o ensino da Língua Portuguesa. Foi a primeira vez que tal foi realizado, na história da colonização portuguesa. O jornal diário ABC, de Luanda - dirigido por um conceituado opositor do regime político então vigente -, publicou, na altura, uma gravura da capa do primeiro livro de iniciação à leitura, em quase todo o espaço da primeira página, sob o título ”A Maior Obra de 1962”. O desenvolvimento do plano levou, em poucos anos, ao que passou a ser designado por ”explosão do ensino” em Angola e à sua extensão a outros territórios africanos sob administração portuguesa, nos quais a generalização da Língua Portuguesa permitiu que a mesma fosse proclamada como Língua Nacional desses territórios, quando da sua independência, e à instituição da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Foi há 50 anos e é justo aqui recordar o mérito deste aguedense ilustre: Amadeu Castilho Soares.
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