Ensino: Águeda e o Ensino em Angola
A conferência realizada na ESM Castilho sobre a guerra colonial portuguesa, teve por objectivo reflectir sobre o significado desse conflito, nas múltiplas vertentes, militares, sociais e políticas. O aguedense Amadeu Castilho Soares, em nota enviada a SP, vem frisar que “desejaria manifestar o meu interesse que, a respeito da vertente social, tivesse havido a oportunidade de referir que, em toda a história colonial portuguesa - e não obstante a guerra – foi implementado o primeiro programa de ensino escolar da língua portuguesa às populações nativas, envolvendo a formação de professores para o ensino nas comunidades rurais e a elaboração de livros escolares, para os alunos, e de guias didácticos para os professores” O programa, sob o lema “Levar a Escola à Sanzala”, foi concebido e iniciado em Angola, em 1962, com uma dinâmica que o levaria a ganhar uma dimensão tal, que passou a ser designada por “explosão escolar” e a dar à população das várias etnias angolanas uma língua comum, reconhecida hoje como base da identidade nacional. Com complemento - com provável curiosidade para os alunos da Escola Secundária Marques Castilho – seria o reconhecimento de que o plano de ensino foi concebido e implementado por um aguedense, sobrinho-neto do Padre Marques Castilho. O próprio Amadeu Castilho Soares, dizemos nós (SP).
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