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Política: Ofensiva do PSD à gestão de Gil Nadais

por Redacção Soberania em Fevereiro 22,2012

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O PSD Águeda denunciou as relações entre a Câmara Municipal e algumas Juntas de Freguesia, para questionar a utilidade, oportunidade e racionalidade nas opções de obras municipais e para defender a necessidade de clarificação e transparência por parte do executivo.  

Paula Cardoso, presidente da Concelhia de Águeda, deu voz ao ataque à gestão socialista do município, considerando, inicialmente, que “tem sido demonstrado um agravamento das relações institucionais entre a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia, sendo notório que as governadas por eleitos do PSD são as principais vítimas deste distanciamento e alheamento”.
“Este comportamento parece-nos altamente prejudicial, num momento em que se encontra em curso uma reforma administrativa e em que se espera de todos os aguedenses um clima de paz, união e diálogo, de modo a obter para o município uma composição final que sirva o concelho de forma equilibrada”, acrescentou Paula Cardoso.
A presidente do PSD não escondeu o desagrado pelo corte de relações entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Agadão, considerando tratar-se de uma “atitude alimentada pela insensata persistência do presidente da Câmara e pela forma sobranceira como trata os presidentes das Juntas de Freguesia”.

AS OPÇÕES DAS
OBRAS MUNICIPAIS


O PSD entende que, “ao contrário das freguesias, a cidade tem sido prendada com inúmeras obras, sendo que algumas são de utilidade, oportunidade e racionalidade verdadeiramente questionável”.
A comissão política “laranja” apelida a política socialista do município de “pouco sensata” e que espelha “o maior desprezo pelo momento de dificuldade económica que o país atravessa”, dando exemplos de várias intervenções em marcha.
Paula Cardoso denunciou que “o auto de recepção da última obra do largo 1º. de Maio (investimento de 1.483.916 euros), foi feito no passado mês de Janeiro, quando a sua destruição já estava em avançado curso”, questionando o investimento (1.053.912,88) que agora se vai efectuar.
Em relação às obras no largo António Breda, avenida Eugénio Ribeiro e rua Fernando Caldeira (investimento de 3.527.492,68 euros), o PSD entende que “implicarão uma mudança forte na relação dos comerciantes com os clientes, que, num tempo de crise, poderá consubstanciar um rombo fatal na subsistência dos pequenos negócios”.
As intervenções no Jardim Conde de Sucena (201.007,17 euros), Estrutura de Apoio Técnico, execução do Plano de Divulgação e Comunicação e construção do Posto de Informação (400.000), Incubadora Cultural (1.413.111) e Espaço Multi-Geracional, na antiga Pensão Santos (538.183,85), também foram questionadas.
“As obras da gestão socialista são a marca deste presidente, mas não podemos deixar de as denunciar, até à exaustão, e não podemos deixar de estar ao lado as freguesias, esquecidas neste rol de arranjinhos florais, do faz e desfaz, do arraial e do festim”, referiu a presidente do PSD Águeda.
“Enquanto avançam estas e outras obras de prioridade duvidosa, decisões importantes continuam por tomar”, disse Paula Cardoso, questionando “para quando a revisão da Carta Educativa? Em que situação está o Pólo Pateira Nascente? Em que moldes se pretende construir um segundo pólo na várzea?”.


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