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O nemátodo e a floresta

por JSB em Novembro 30,2011

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O pinheiro bravo, na nossa região, já não tem grande expressão, mas, no  todo nacional, ocupa uma área de 885.000 hectares, proximadamente 27% da nossa área floresta.
A nossa floresta pertecente principalmente ao sector privado. Estima-se que, existam em Portugal 500.000 proprietários, muitos dos quais com menos de um hectare. O sector florestal, (pinheiros, eucaliptos e sobreiros), representa 10% das exportações nacionais. Num próximo artigo tenciono escrever sobre o eucalipto e de uma praga que também o está a atacar.
Quanto ao nemátodo,do pinheiro, a definição técnica é a seguinte: “É um verme microscópico, do grupo das lombrigas, que ataca principalmente pinheiros e outras árvores resinosas”.

Longicórnio do pinheiro (inseto-vetor)

“O nemátodo é transmitido às árvores por um insecto vector, o longicórnio do pinheiro. A dispersão do nemátodo está limitada ao período de voo do inseto, de Abril a Outubro”.
Esta doença (ou praga) está dizimar os nossos pinhais, que se vêem, dia a dia, a secar em manchas que alastram como nódoas de gordura à superfície da água.
Os conselhos técnicos mandam e a lei obriga a que se abatam as árvores doentes e se retirem, para não servirem de hospedeiros aos insectos propagadores da doença.
Tudo isto são medidas acertadas, mas cuja execução se torna de difícil realização, em certas circunstâncias, dada a exiguidade de muitas parcelas, que não permitem que as árvores se possam abater, sem fazer estragos nos terrenos vizinhos.
Em condições normais, procura-se fazer o abate quando o proprietário do terreno confinante também abate as dele, de modo que, mesmo que caiam no terreno alheio, não provoquem estragos.
Mas, nestas circunstâncias, é dificil, pois não dá para poder esperar.
Há situações de muito difícil solução, que ignoro como irão ser resolvidas.
Estes factos trazem-nos à ideia a necessidade inadiável de começar, a sério, a fazer alguma coisa pela estrutura fundiária da nossa propriedade florestal de minifúndio.
Deveria começar-se por cadastrar a propriedade, pois as matrizes não são suficientes e evitaria muitas confusões e litígios.
Depois, implementar medidas que facilitassem a anexação das pequenas propriedades por compra ou por troca, apenas com custos só suficientes para as despesas. Os custos actuais são proibitivos, para a compra ou troca de pequenas propriedades pois, em muitos casos, excedem o seu valor.
Outro processo, como o emparcelamento, é de tal forma oneroso e complicado que é praticamente inexequível.
E quanto ás Zonas de Intervenção florestal (ZIFs) com a administração colectiva de uma zona florestal, que, em teoria, parece maravilhosa, iria esbarrar com a desconfiança dos proprietários em ceder a administração das suas parcelas a uma  organização, que a exemplo de outras, iria sair cara, além de deixarem de ser eles próprios a administrá-las.
Portanto, a medida que eu sugiro, parece-me que seria um começo para ajudar a dimensionar muitas pequenas propriedades, por forma a torná-las rentáveis e tecnicamente exploráveis.

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