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Águeda: A gratidão da Misericórdia

por Redacção Soberania em Junho 24,2011

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Constitui-se como um dado assente, que a gratidão é uma das manifestações mais antigas de reconhecimento do homem, para com alguém que lhe fez bem. A gratidão virá desde que, há dois milhões de anos, o homo habilis - o homem habilidoso – fazia, algo que lhe pediam e que não sabiam, porque era habilidoso. Não havia pagamento…pois, além de tudo, ainda não havia sido inventado o dinheiro, esse mal que veio escravizar o homem. Mal necessário nos dias de hoje, entenda-se!
O homem é um ser natural e intrinsecamente solidário, embora as sociedades o tenham tornado cada vez mais egoísta ou, pelo menos egocentrista. Ainda é frequente ouvir dizer-se faça-me cá isto porque além da paga, é favor. Esse “favor, a solidariedade” é, na maioria dos casos, pago com a gratidão de quem o recebeu. E é bonito ainda ouvir-se dizer isto com certa frequência. A gratidão pode ser por palavras ou por acções. Graças a Deus já a sentimos profissionalmente muitas vezes e das duas formas.
A Santa Casa vive muito o sentido de gratidão para com os seus benfeitores, pelos testemunhos de solidariedade sempre presentes no passado e, certamente, no futuro. Vem estes apontamentos a propósito da gratidão perdurável para com alguém que nos deixou há 47 anos no dia 10 de Junho. Refiro-me, como Provedor, ao Dr. António Breda, que tanto bem fez aos doentes de todo o concelho de Águeda e dos concelhos vizinhos, quando não mais longínquos, tanto na Direcção do Hospital Asylo Conde de Sucena, como na sua clínica geral e no bem social e como até pela doação que fez da sua casa e recheio em Barrô, hoje a nossa Casa de Repouso, e de outros bens imóveis, à Santa Casa da Misericórdia.
Homem de vontade indomável, não necessitou de se dizer católico ou mesmo cristão, para demonstrar a grandeza da sua alma. Consta mesmo que não tinha nem prática nem ideologia religiosa quando jovem, mas sabe-se que foi a França buscar enfermeiras religiosas para tratar dos doentes, pessoas boas essas, cuja Ordem Religiosa ainda se mantém entre nós no Lar Conde de Sucena. Ele lá sabia onde estava a gente solidária e prestável, e de trabalho gratuito e tudo por amor de Deus. E as suas convicções religiosas profundas, também se notaram no seu testamento em que pediu que fossem rezadas missas por familiares. O homem de bem, moralmente formado, o Dr Breda demonstrou sê-lo tanto na medicina como na política ou ainda na acção social. Não necessita de se manifestar oralmente. Ele identifica-se pelas suas obras.
Quantos de nós ainda lhe somos devedores de gratidão pelo que fez à Santa Casa ou aos nossos parentes doentes. O Dr. Breda é um luzeiro de exemplos para todos. Saibamos todos nós, tomá-lo como símbolo de solidariedade, de dádiva dos que podem e sabem para com os que precisam e não sabem nem podem.
A esta distância, continuamos a dizer: muito obrigado senhor Dr. Breda pelo bem que fez na Terra. Ele está certamente entre os justos do céu, junto de Deus.                                              
Águeda e Santa Casa da Misericórdia, 11 de Junho de 2011 .
O Provedor,
n AMORIM FIGUEIREDO

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