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Desenvolvimento comunitário

por Dulce Pires em Setembro 29,2010

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O desenvolvimento comunitário pode descrever-se como um processo que possibilita o surgimento de condições que contribuem para o progresso económico e social, através da participação dos cidadãos da sua comunidade, partindo de um intento de mudança comunitária com vista à evolução da própria comunidade como um todo e de cada cidadão a ela pertencente em particular.
Os modelos de desenvolvimento comunitário focam-se principalmente nos procedimentos democráticos, na cooperação voluntária, na liderança, na ajuda-mútua e na formação dos agentes locais. As instituições locais (associações, clubes…) contribuem para o sucesso deste desenvolvimento, sendo “mobilizadoras”, colaborando a nível local para a organização da população.
O associativismo que daí resulta assegura a participação activa dos cidadãos no planeamento e implementação de planos de acção, sendo que todo este processo implica o envolvimento de líderes situacionais da comunidade.
No que respeita à liderança, recordemos as palavras de José Mourinho (o Special One): “Para mim, liderar não é mandar, para mim liderar é guiar”. E ainda as de Peter Drucker (já denominado ‘Pai da Gestão’) ao reforçar a importância das parcerias: “Um líder eficaz quer parceiros fortes; encoraja-os, pressiona-os, aliás, orgulha-se deles”.
A criação de novos recursos requer uma motivação elevada por parte de quem é parte deste processo, de modo a promover o debate profundo sobre as necessidades da comunidade, na demanda da procura de alternativas de solução para os problemas encontrados.
A promoção do empoderamento de pessoas e comunidades depende ainda de profissionais autónomos, ponderados e reflexivos, capazes de questionar as suas práticas e de se empenharem na sua inovação.
O desenvolvimento comunitário é também um trabalho de equipa, de toda uma comunidade. Para reflectirmos sobre a essência do estar e sentir em equipa, deixo-vos aqui uma pequena história citada por Luís Lourenço (2010), de Binney, Wilke e Williams (2009):
“Certa noite, vindo de um concerto, encontrámos um amigo nosso músico que nos perguntou: ‘De onde é que vêm? “. Ao que nós respondemos: “Estivemos num concerto de uma orquestra famosa”. Ele olhou-nos e fez nova pergunta: “E eles tocaram em conjunto ou apenas ao mesmo tempo?”.
Toquemos em conjunto.


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