Futebol: Observador Joaquim Soares foi absolvido pelo Tribunal
O observador de árbitros Joaquim Soares, de Aguada de Cima, arguido do processo de alegada viciação de classificação de árbitros, foi absolvido pelo Tribunal Criminal de Lisboa. O Ministério Público vai recorrer da sentença.
António Resende, árbitro de Aveiro, e Luís Nunes, dirigente aveirense no Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, entre 1998 e 2004, também foram absolvidos, à imagem do que sucedeu com todos os outros arguidos (16, no total). O colectivo de juízes entendeu “ser duvidoso” concluir pelas práticas de falsificação de documento nas formas consumada e tentada, “mesmo que fossem provados todos os factos consubstanciados nos crimes na acusação”. Os juízes consideraram as “provas insuficientes” para que se pudesse comprovar “as condutas dos arguidos” na alegada adulteração das classificações de árbitros, influenciando as promoções e descidas de categorias. O tribunal, por outro lado, considerou admissíveis as escutas telefónicas, mas não as valorou por as interceções serem “inconcludentes” e constituírem “meros elementos probatórios”.
MINISTÉRIO PÚBLICO DECIDE RECORRER
O Ministério Público, entretanto, decidiu recorrer do acórdão do Tribunal Criminal de Lisboa, que absolveu todos os arguidos deste processo e que, recorde-se, foi originado pela certidão 51 do Apito Dourado, um processo judicial sobre eventual corrupção na arbitragem e no futebol profissional e outros crimes associados, uma investigação da equipa da procuradora geral adjunta Maria José Morgado.
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