Espinhel: Derrocada de casa quase mata bombeira
Actuação negligente e incompetente da Camara Municipal de Águeda, especialmente da (des)Protecção Civil, por escassos três segundos que não tira a vida a jovem bombeira que, devidamente uniformizada, aguardava junto à sua casa o transporte para entrar de serviço no quartel.
Domingo, pelas 8,45 horas, Bruna Oliveira, bombeira na Corporação de Águeda aguardava junto à sua casa, a chegada de outro bombeiro que lhe daria boleia até ao quartel. Iriam efectuar um serviço de prevenção a uma prova desportiva de motas-resistência. Teve de ir a casa e, quando chegou à porta principal, ouviu um grande estrondo e viu uma densa nuvem de pó. Era uma velha casa contígua a desmoronar-se para cima do jardim da sua e do local por onde tinha acabado de passar. Nem queria acreditar no que estava a viver. Escassos três segundos pouparam-lhe a vida. A casa estava assim há anos, ameaçando ruir a qualquer momento para cima da casa, dos anexos e do jardim da casa onde mora a Bruna, com a mãe e irmã mais nova. Ao longo dos anos que vem largando pedras, areias, madeira e outros detritos para cima do jardim e da casa agora atingida, construída em 1996. No terreno da casa agora em ruínas também existe um barracão, igualmente prestes a cair e em risco de provocar vítimas mortais e elevados prejuízos materiais, no qual durante muitos anos funcionou ilegalmente uma oficina de corte de ferro, onde pesadas máquinas funcionavam a qualquer hora do dia e da noite, à semana, fins de semana e feriados, perante a total complacência e conivência da GNR e da Câmara Municipal de Águeda, pese embora a existência de uma rigorosa lei do ruído que uns teimam em não cumprir e outros em não fazer cumprir. A Câmara há muito que sabe da situação mas a sua atitude de completa e total incompetência por muito pouco que tirava a vida a uma jovem na flôr da vida. Será que o que descontamos para o Estado é para que ele pague a quem mate os nossos próprios filhos? Os proprietários, apesar de habitarem noutra casa, no mesmo terreno, nunca se preocuparam com a situação, mesmo que várias vezes avisados, incluindo pela Câmara, atitude que demonstra bem o tipo de pessoas (serão mesmo pessoas?) que habitam ao cima da terra para quem palavras como respeito e consideração pelos outros não existem. O caso foi comunicado á GNR e Câmara Municipal de Águeda. n JORGE OLIVEIRA - (pai da Bruna)
984 vezes lido
|