O Clero do Arciprestado de Águeda, da Diocese de Aveiro, reflectiu e analisou a recente “onda” de assaltos a cemitérios, «repudiando veemente todos os actos de vandalismo e usurpação de que tem sido alvo». O clero arciprestal esteve reunido a 25 de Fevereiro, no Centro Social e Paroquial de Recardães e, frisando que «os cemitérios são espaços de jurisdição autárquica», são também «espaços onde a Igreja interage na celebração do Ritual das Exéquias e sepultura de cadáveres e, ainda, nas celebrações anuais de Fiéis Defuntos». A actual crise económico-financeira «não pode ser justificação e desculpa destes actos», pois são crimes que «reflectem uma certa mentalidade actual, insensível e desrespeitadora, apostada em extirpar os valores do humanismo cristão, como a dignidade humana, a fraternidade, a solidariedade e o amor».
O clero assume o compromisso de «alertar e sensibilizar o Povo de Deus a nós confiado para um cuidado redobrado e maior cautela quanto a bens pessoais e familiares» e frisa que «não nos resta outra possibilidade que fazer votos para que as autoridades competentes tenham à disposição os recursos humanos e os efectivos necessários para maior vigilância destes espaços».
«E que a investigação destes actos criminosos leve à punição de quem os cometeu», conclui o comunicado do Arciprestado de Águeda.