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O livro de Job...

por Luisa (dra) Mello em Dezembro 04,2009

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A propósito de recentes querelas literárias, Saramago podia lembrar-se agora de se inspirar no livro de Job, uma daquelas terríveis histórias do Antigo Testamento em que o tal Deus, discricionariamente vingativo e cruel, destinou ao infeliz todas as desgraças possíveis neste mundo cá de baixo. Quanto mais o infeliz do Job lhe suplicava alívio e cessação do castigo, que não percebia, mais atribulações lhe caíam em cima. Daí, ainda hoje a expressão “paciência de Job”, para quem a sucessão de acontecimentos funestos cai em cima. Lembrei-me desta história a propósito do nosso Primeiro-Ministro. Não há trapalhada, trapacice, ou caso mal explicado, que lhe não vá parar à porta…
Ou à de qualquer dos seus parentes, ou amigos chegados.
Parece praga semelhante à do bruxo que jurou pela pele do Cristiano! Como Chefe do Governo, o seu protagonismo nas trambiquices tem ficado sempre no campo da ambiguidade e, daí, nunca ter sido chamado a explicar às entidades competentes a que propósito o seu nome aparece, qual nova maleita de Job, metido ao barulho em tudo quanto cheira a chamusco. Sabemos apenas de casos menores: absoluta falta de gosto na feitura de casas no interior do país, engendradas por outros e que a Universidade que lhe deu o  o “canudo” o assinava aos domingos. Surpreendente e conveniente! Deve-se, de certo, ao descanso do Deus, vingativo ao sétimo dia… Claro que os portugueses - alguns…- gostavam, de saber mais coisas, cuscos, invejosos, intolerantes que somos com “enigmas” repetidamente misteriosos, à imagem e semelhança do deus saramaguiano. Não me parece que venham a saber, e, cá por coisas, é bem feito!
As fraquezas humanas são realmente inquestionáveis e por isso se conta - e esclareço que foi coisa que ficou escrita - que um filósofo grego de tempos antes de Cristo, andava em plena luz do sol pelas ruas de Atenas com uma lanterna acesa, e que os seus conterrâneos o inquiriam constantemente sobre o motivo.A resposta parecia misteriosa: “Ando à procura de um Homem!” Homem com letra grande, não apenas um elemento do sexo masculino. Pessoa com mais coluna vertebral que orgãos vitais e hormonas.
Se tivesse vivido o que se diz de Matusalém, tê-lo-ia encontrado em Jesus Cristo. Mais houve de certo, ainda que com fraquezas inerentes lá no fundo, mas não vou eu agora de foco à procura de mais exemplos. Passou-me neste momento pela cabeça um exemplo nacional: Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas. Curiosamente “militei” com seu pai, de idêntico nome, no conjunto de amigos dos grupos liceais da nossa época e do nosso bairro de Campo de Ourique. Era também exemplarmente bem-formado. “Casa de pais, escola de filhos”!

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