header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

SP 8597: As tragédias de Águeda

por SP em Outubro 20,2009

image

 A marca de tragédia assola Águeda, ciclicamente. Não há dor maior que ver partir, violentamente, inesperadamente, aqueles que fazem o nosso colo de afectos, quem à nossa volta se partilha com os outros e se dá para que o mundo seja melhor.
1 - Águeda tem uma marca violenta de tragédias. Era 1972 e, galgando a mata, o fogo queimou hectares de riqueza florestal e, na Cadaveira, morreu uma senhora idosa, caída da cama abatida pelo soalho a arder, dentro de uma pia de azeite, na dispensa térrea. Lembro-me de ver a dor lancinada das gentes da Cadaveira, ante o cenário mortal de quem, sem defesa, morreu no braseiro das chamas.
2 - 1986, 13 de Junho. Ateado em Macieira de Alcôba por um adolescente socialmente marginalizado, o poder dantesco das chamas galgou quilómetros e quilómetros, consumindo hectares e hectares da riqueza florestal de Macieira, Agadão, Castanheira, Préstimo e Águeda. Com um saldo impressionante: 16 mortos, 13 bombeiros voluntários e três civis. Recordo aqueles dias de fogo e morte e o momento impressionante de descobrir um bombeiro, semi-escondido num tubo de águas fluviais, na estrada do Caramulo. Carbonizado.
3 - A data imprecisa, de 1986/87, lembro o brutal acidente de viação que ceifou a vida a seis trabalhadores de um empresa de construção civil de Águeda, frente à Grésil, em Mourisca do Vouga.
4 - 17 de Outubro de 2009. O Coral Misto do Orfeão de Águeda partiu para mais um concerto da sua enorme memória de cultura e história. Ia para S. Paio de Oleiros. O imprevisto, o sabe-se lá o quê, levou o autocarro em que se transportava, a virar-se, a derrapar nos rails de protecção da  estrada do Alto de Arrifana e a tombar. Poupemos a descrição dos momentos de terror que se terão vivido. Lembremos uma morte e os feridos graves, os que escaparam à sorte pior e os que o destino isentou de sofrimento físico.
A tragédia, desta vez, bateu na porta de SP e levou a filha do nosso director, Ana Paula Silva, secretária e coralista do Orfeão. Lembremos para sempre a sua generosidade e os afectos que criou no Orfeão. E na vida! CV

 


3452 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 4.68Resultado: 4.68Resultado: 4.68Resultado: 4.68Resultado: 4.68 (total 37 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados