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Piedade: Hospital Infante D. Pedro acusado de negligência

por Redacção Soberania em Agosto 20,2009

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Adriano Melo Neves, 62 anos, da Piedade, Espinhel, acusa o Hospital de Aveiro de negligência no parto da filha, Ana Sofia, de que resultou a morte do neto, dois dias depois de ter nascido.

“A minha filha começou a sentir dores no sábado à noite e deu entrada no Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, por volta das quatro da madrugada de domingo, tendo sido logo mal recebida pelas enfermeiras que estavam de serviço”, disse Adriano Neves a SP. “Chegaram a dizer que aquilo não eram horas para parir”, acrescentou.
“Não lhe foi prestado auxílio e socorro no tempo devido e o menino só nasceu às 14,54 horas já sem fôlego, acabando por ser transportado para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde acabou por falecer por volta das cinco horas da tarde de terça-feira, dia 11 de Agosto”, revelou Adriano Neves, emocionado.
“Não é admissível, nos dias de hoje, que deixem morrer um bebé assim, por falta de cuidados com a paciente, neste caso com a minha filha”, disse o avô do bebé. “A minha mãe teve 12 filhos, todos em casa e num tempo em que não havia ecografias e tudo correu sempre bem, como é que agora com tanta tecnologia deixaram acontecer uma coisa destas?”, questionou.
Crítico em relação à forma como a filha foi atendida no serviço de obstetrícia e ginecologia do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, destacou, por outro lado, a “competência dos profissionais do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), que tudo fizeram para salvar o meu netinho”, referiu Adriano Neves, em lágrimas.

RESPEITO PELO
SOFRIMENTO


“Não posso fazer qualquer comentário, nem fornecer nenhum dado clínico, a menos que tenha autorização da parturiente”, começou por dizer a SP Fernando Pimentel, presidente do Conselho de Administração do Hospital Infante D. Pedro, quando confrontado com este caso.
Num comentário mais generalizado e “sempre no respeito pelo sofrimento” desta família, acrescentou, depois, que “não há nenhuma parturiente que não tenha registos de monitorização das equipas médica e de enfermagem, a partir do momento que entra em trabalhos de parto”.
O Hospital Infante D. Pedro registou, no ano passado, cerca de 2.000 nascimentos e, segundo Fernando Pimentel, “as taxas de ocorrências menos felizes são semelhantes às de outros hospitais nacionais”, num país que “nos últimos 20 anos passou do grupo dos piores para o dos melhores a nível mundial”.






 


 



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