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1 - O calor eleitoral está a bater na porta dos eleitores. Por ora, ainda despido dos entusiasmos que, por algumas poucas semanas, irão separar pessoas e os planos que se anunciarão aos ventos do futuro. Mais adiante, degladiando argumentos que o mesmo futuro (não) confirmará. 2 - O trono camarário, o mais apetecido, tem candidados de sobra, mas, digamos, apenas duas candidaturas (Gil Nadais e Castro Azevedo) são potencialmente vencedoras. Curiosamente, ou não, são dois ex-companheiros de um mesmo partido - o PSD - em que debutaram para a vida política, navegando, embora em águas que os separaram. 3 - O que os junta, agora - e a todos os candidatos destas Autárquicas de 2009 - é a obrigação de, de uma vez por todas, se fazer o caminho do desenvolvimento concertado e não o das “obras de regime”, por vezes avulsas e sem sentido, para que Águeda cresça harmoniosamente e não a ver derrubar a sua história e a falecerem os seus projectos. 4 - O desemprego cresce, fecham empresas e de outras se anunciam voos migratórios, fugindo-se a responsabilidades e deveres assumidos para com fornecedores, banca e trabalhadores. Não é esta a Águeda que sonhamos, mas há muito quem por aí se ludibrie, ludibriando, com planos para os quais não tem pedalada e arcaboiço. Quem semeie ilusões e não cuide de se defender das tempestades. 5 - Aguada de Cima é vila há 12 anos e fez a festa comemorativa. Valongo do Vouga é vila há mês e meio e vai apresenter-se ao povo da freguesia. Façam-se as festas, que é o que o povo precisa, para destemperar algumas amarguras. n CV
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