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PCP de Águeda questiona eleios da Assembleia Municipal

por SP em Julho 05,2009

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A Comissão Concelhia de Águeda do PCP, reunida a 29 de Junho de 2009, decidiu “repudiar de forma veemente o comportamento da generalidade dos membros da Assembleia Municipal”. Referia-se, em concreto, à adesão ao contrato de parceria entre o Estado e as Câmaras, que “visa, a curto prazo, a privatização da água e do saneamento”.



O documento difundido pela Comissão Política Concelhia (CPC) de Águeda do PCP é o seguinte:
Eleitos para defender o concelho e os seus munícipes, os membros da Assembleia Municipal de Águeda acabam por dar, na última reunião daquele órgão, o exemplo do seu enfeudamento a um conjunto de interesses difusos que não coincidem, de todo, com o interesse dos aguedenses.
Referimo-nos à aprovação, feita por aquele órgão, no sentido da adesão ao contrato de parceria entre o Estado e os municípios da região, que visa a curto prazo a privatização da água e do saneamento com a sua absorção pelas Águas de Portugal.
Sendo um bem escasso e fundamental à sobrevivência de todos, a água é um bem comum. Por isso mesmo, deve ser gerida no interesse de todos, assegurando-se deste modo a sua qualidade e a sua venda por um preço justo.
Os investimentos previstos serão pagos pelos utentes (munícipes), prevendo-se, no imediato, a perda de um conjunto significativo de postos de trabalho na nossa autarquia.
Os custos da água e do saneamento subirão, a curto prazo, cerca de 50% e tornar-se-ão incomportáveis para as populações mais carenciadas, que continuam a ser a maioria no nosso concelho.
Enquanto isto, a Assembleia Municipal de Águeda, com a concordância da maioria dos seus membros, com as dúvidas de outros (que apenas pretenderem desculpabilizar-se pela seu sentido de voto) e apenas com um voto contra, aprova a adesão ás Águas da Região de Aveiro.
Em ano de eleições autárquicas, estas atitudes deveriam ser ponderadas pelos eleitores, os quais em Outubro, através do seu voto, deveriam penalizar quem em seu nome defende interesses estranhos a Águeda e às suas gentes.

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