Resultado Vital
O catastrófico resultado obtido pelo PS nas últimas eleições ditas Europeias só poderia ter sido o que foi ou ainda pior, se o sentido dos votos espelhasse o descontentamento que a maioria absoluta socialista soube granjear em quase quatro anos de desastrada governação. Dispondo de condições favoráveis ímpares, inclusivé a colaboração pessoal e o apoio político do Chefe do Estado, o engº. José Sócrates desperdiçou a oportunidade que lhe era propiciada para levar o país a reboque do progresso e do desenvolvimento europeu. Embora as eleições realizadas no princípio deste mês tivessem o propósito de designar os deputados de cada um dos 27 países membros ao parlamento europeu, manda a verdade reconhecer que o referido escrutínio não conseguiu ser mais do que um lamentável fiasco. A Europa andou pelas bordas mas não conseguiu que o acto eleitoral nela fosse integrado. Aqueles que cantaram vitória e os que se sentiram derrotados deslocaram o epicentro do facto político de molde a alhear o que erasuposto estar em causa para a problemática das políticas internas de cada país-membro. Votou-se em nome da Europa mas não na Europa; muito menos pela Europa. Continua longo e íngreme o caminho a percorrer. Entretanto, a minha vizinha aqui do lado, vizinha, prima e amiga que tenho o prazer de “encontrar” aqui quase todas as semanas, o deixou, como é de seu timbre, fugir a oportunidade de lançar mais uma setas envenenadas contra a União. E se, por vezes, as críticas que a construção europeia lhe merece afiguram-se exageradas, desta vez temos que lhe dar razão. Com candidatos como o cabeça de lista do Partido Socialista, a Europa continuará a marcar passo numa atitude anti…vital.
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