Belazaima: Pop-rock na Noite da Moina
Os Serranos vão estender o pop-rock no serão de 9 de Maio, em Belazaima. Depois das canções de Coimbra, que brilharam na primeira noite do ciclo “O que eu quero é moina!...”, segue-se o pop-rock, na sua dimensão estética, cultural, social ou mesmo política, viajando pela sua progressão, desde os anos 60!
Duas “cover’s bands” demonstrarão temas seleccionados, procurando aproximar-se da força e irreverência dos seus originais, com a história de cada um a ser sublinhada em notas explicativas. O programa anual “O que eu quero é moina!...”, que Os Serranos estão a lançar, prevê cinco realizações, uma em cada mês com “m”, “exactamente quando a moina não faz mal”. Em cada uma destas noites, o Centro Cívico de Belazaima recebe um tema diferente.
STRESS DA CERCA E THESIS
A 9 de Maio, serão as bandas Thesis e Stress da Cerca a acarinhar as mensagens sociais e políticas do pop-rock, rebuscando o romantismo contestatário dos anos 60, passando para as derivações punk da década seguinte, as loucuras suicidárias dos anos 80, o mercantilismo do rock dos anos 90 e desaguando no século XXI com as mensagens revivalistas dos anos anteriores, mas já com ares de globalização. “Tratarão com igual carinho os êxitos monstruosos dos Beatles, Doors, Stones, Deep Purple, Pink Floyd, Dire Straits, U2, Simple Mind, Pearl Jam, etc., etc., tal como o movimento e a criação nacional de Rui Veloso, Xutos, António Variações, Paulo Gonzo, Santos & Pecadores, Pólo Norte, Jorge Palma e outros e outros”, disse Manjuel Farias.
FOLCLORE NA RAÍZ
Os Serranos, tal como nas conclusões de Março, no dia de moina sobre as canções de Coimbra - que revelaram as influências do folclore no fado coimbrão, baladas e canto revolucionário - preparam-se para demonstrar que “o folclore dos povos é uma herança genética que perdura e determina os comportamentos e as criações das gerações seguintes”. Recorrendo à intercultura como meio para realçar o legado tradicional, Os Serranos seguem um percurso de elevação e de dignificação do folclore, apresentando-o como “um valor dinâmico e multifacetado, útil às gerações actuais”, não apenas, disse Manuel Farias, “como referência nostálgica, mas sobretudo como alimento para a criatividade das novas gerações e alicerce para os grandes valores da humanidade
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