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As eleições autárquicas de Águeda terão este ano a novidade de uma candidatura independente à Câmara Municipal. O futuro dirá o que vale, “entalada” que está nas outras cinco que se anunciam. Mas não deixa de ser curioso observar como, cada dez mais, há mais gente eleitora a afastar-se do espartilho dos partidos, para participar activamente na vida política local. 1 - As Juntas de Freguesia do município de Águeda são exemplo disso, nelas se afirmando a “alergia” de gente que quer servir a sua terra e não está disposto a ceder aos dogmas partidários. Hoje, já tal acontece em Aguada de Baixo, Espinhel, Macieira de Alcoba, Préstimo e Recardães. Um quarto das 20 autarquias! E outras listas independentes, em 2005, concorreram - por exemplo em Fermentelos, Ois da Ribeira, Trofa e Valongo do Vouga. E, este ano, já uma está anunciada para a freguesia de Águeda. E outra para Fermentelos. O que terão as listas independentes (de melhor) que os partidos políticos não têm? 2 - A Delegação de Águeda da Cruz Vermelha fez 32 anos em festa. Patrimonialmente mais rica e socialmente sempre cada vez mais forte. Apoiar desprotegidos da sorte, de forma voluntária, afirmada e continuada, não é para o coração e a generosidade de todos. Não será para todos assumir de corpo e alma inteiros a missionária tarefa de ajudar quem precisa, quando precisa, no momento preciso. A Delegação da Cruz Vermelha, nem que fosse só por isso (e não é...), merece sempre a estátua da admiração de Águeda. 3 - O Mágico, da Giesteira, abalança-se na construção do seu centro social. Águeda, nesta área, um belo exemplo nacional. O que aqui sublinhamos é a audácia de quem, de forma voluntária mas necessariamente generosa, se “aventura” a pedir, a fazer e a construir para outros - criando os meiso para uma sociedade melhor. n CV
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