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Águeda: A Feira do lixo…

por Nelson Leal em Abril 01,2009

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A Baixa de Águeda, aos sábados de manhã, é um habitual caos de colorido, de gentes aformigadas, sempre à pinha, de carros soltos, largados por onde calha, a atravancar ruas e vielas, e de negócios apressados, a desfazer contas à vida.

A área do mercado transforma-se então, num imenso circo de tendas, onde de quase tudo se vende e cada vez menos se compra e ponto de encontro de gentes dispersas, a saldar conversas antigas.
n LIXO: Tudo estaria bem, se tudo acabasse bem. Mas não é, infelizmente, este, o caso. Experimente o leitor, dar uma voltinha depois do almoço pela bela zona ribeirinha da cidade e veja como fica o espaço circundante, depois da feira. Repare nos sacos plásticos que se acumulam pelas veredas da estrada, nas caixas de sapatos vazias, nos cartões desfeitos e nos detritos coloridos que por ali circulam. De tudo um pouco se vê, numa profusão colorida, ao longo das veredas da estrada  e nas margens do rio. Então, quando a ventania se anuncia, o rodopio das embalagens vazias torna lúgubre o espaço, até há pouco festivo, com as estruturas das tendas ainda vacilantes, caixas vazias a ondularem sem norte e as furgonetas a abalarem para outros encontros.
n MEDIDAS: Há que tomar medidas urgentes, para por cobro a esta situação. Aparentemente, a recolha dos lixos, da responsabilidade dos serviços camarários, não é suficiente para dar uma resposta atempada e eficiente ao problema. Provavelmente, haveria que equacionar a necessidade de colocar mais locais de recolha de lixo e uma maior fiscalização. Ou seja, justificar os impostos de locação que os feirantes pagam, para vender os seus produtos.
Mas, presumo, o problema não encontra solução numa elementar regra de três simples. É um problema com várias incógnitas, sendo uma delas, “o civismo”. A Câmara Municipal, é, por natureza, um factor agregador de vontades. Ela, com o seu exemplo e com as suas iniciativas, deve promover discussões ambientais sobre temas tão caros como este e sensibilizar as populações para condutas mais responsáveis. Se gasta tanto dinheiro na promoção de tantas eventos (uns mais interessantes que outros), que não discuto, porque não gastar mais uns tostões neste tipo de sensibilização? E a começar logo nas escolas?
A Bem de Águeda!

n NELSON LEAL
nelsonmnleal@gmail.com
    




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