O contrato
Num restaurante, sentavam-se uma dezena de jovens mulheres. Metade apresentava uma elucidativa “decoração”, marcando-as como as eleitas para a cerimónia do matrimónio. “E vão casar-se todas no mesmo momento?”, perguntei. A resposta provou que a tradição está a mudar. “Ajuntamentos!”, responderam. Isto é, estas jovens vão iniciar a sua vida a dois, optando pelo “modelo” muito em moda, de União de Facto. O mais curioso é que esta opção é servida da mesma forma que a união no Altar ou no Registo Civil. Festeja-se da mesma forma: despedida de solteira, boda e lua-de-mel. Provoquei estas candidatas à União de Facto: “por que não uma união no Registo Civil, pelo menos?” A resposta foi esclarecedora: “Não queremos viver a dois e mantermo-nos juntos, só por que há um contrato! Os homens, sobretudo, exercem muito o domínio do contrato. Acham que por isso temos que suportar coisas que não queremos. Assim, ambos sabem que não estão juntos por causa de um contrato, mas por vontade!” Tempos não muito distantes, diziam-nos que uma mulher sonhava em ir ao Altar, pelo menos uma vez na vida! Parece que a tradição já não é o que era! Temos ainda presente, uma nova estatística: três por cento das mulheres não vai ter parceiro, pois há mais mulheres solteiras que nunca, e há ainda o fenómeno crescente da homossexualidade, que se revela mais acentuado no masculino. Talvez por isso, a opção é agarrar um parceiro e deixar de lado o sonho do “contrato” ou do “Altar”! Antes um pássaro na mão do que dois a voar!
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