As repetições da história
Eu sei que vou desagradar a muitos dos leitores e se não for a muitos será porque tenho poucos. Mas as verdades são para serem ditas e a transparência, embora de facto não seja, deveria ser um dos esteios da democracia Pois, segundo me quer parecer, o “messias” Barak Obama já começou a desiludir-me. E nem outra coisa seria de esperar, tão alta foi colocada a sua fasquia de sucesso. Mas, afinal, o que fez de mal o novel presidente dos Estados Unidos? Fez de mal o que, pelo menos alguns, esperavam que fizesse e não fez, logo após a tomada de posse. A saber: fim da presença norte-americana no Iraque, não como anunciou em meados de 2011 mas JÁ. Neutralização da frente militar afegã. Negociações directas com o Irão. Convocação de um fórum económico mundial, uma espécie de Concílio laico, destinado a revolucionar o sistema económico mundial e os parâmetros em que se movimentam os interesses de cada Estado. Perdão das dívidas do 3º mundo aos Estados Unidos (se não serão nunca pagas p’ara quê mantê-las?). Abertura de diálogo com o regime castrista (o bloqueio não resolveu o problema nem jamais o resolverá). Proposta de celebração de um tratado de não agressão entre as potências nucleares. Fortes e corajosas medidas de conteúdo social, inclusivé, redistribuição da riqueza A SÉRIO e não meramente cosmética. Exigir a democratização da Arábia Saudita ou, então, dar tratamento igual a todos, não pelo petróleo que possuem mas pelos princípios que desrespeitam. Cessar o relacionamento privilegiado com os governos notoriamente corruptos, em especial com os respectivos líderes. Porque uma coisa é saber fazer renascer a esperança e outra, bem mais difícil, é concretizá-la, transformando os sonhos em realidades. Fortes e corajosas medidas de conteúdo social. Não há dúvida que as mais das vezes grandes expectativas acarretam imensas desilusões. Em suma: evolução máxima possível, no âmbito de uma continuidade mínima. O que está ocorrendo com o Afeganistão é dolorosamente sintomático. É impossível que todas essas luminárias que aconselham e rodeiam o hóspede da Casa Branca não sejam capazes de lhe fazer VER que se torna imperioso acabar com o conflito que alastra naquelas paragens, sob pena de voltar a repetir-se a tragédia vietnamita. É imperioso acabar com a utopia de ser possível ganhar essa guerra que está perdida desde a primeira fase, com a invasão soviética. E antes que um novo McNamara venha pedir desculpa e confessar os erros cometidos, como aconteceu no Vietname, será preferível uma retirada honrosa do que a ignomínia de uma derrota calamitosa. Barak Obama, saiba ser o que o mundo espera de si ! Evite a repetição da História !
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