header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Morte anunciada dos pequenos clubes

por Jacinto Martins em Janeiro 28,2009

image
Num momento especialmente grave e perigoso para a generalidade das economias mundiais, que deixam os países em recessão e sem rumo certo, o desporto também não podia escapar à crise de que todos falam e sentem.
O futebol português, apesar de ter visto Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do planeta, está à beira da falência, com incontáveis clubes a sentirem na pele as dificuldades do momento, deixando de pagar salários aos seus jogadores e colaboradores.
Da Superliga aos distritais, o panorama é aterrador e certamente muitos emblemas vão deixar de participar em provas oficiais, sejam estas de âmbito nacional ou distrital.
A recente publicação  da nova Lei de Bases do Sistema Desportivo carrega um conjunto de exigências que vão atingir em cheio as associações distritais e os clubes amadores, com especial impacto nos escalões de formação.
A Federação Portuguesa de Futebol tem em mente alterar, de forma radical, os campeonatos nacionais da segunda e terceira divisões e também os nacionais de juniores e juvenis.
O argumento usado é o de reduzir custos, confinando os campeonatos a espaços geográficos curtos, tornando os mesmos quase ao nível de competições de rua a rua, freguesia a freguesia.
A medida mais significativa, caso uma das propostas seja votada favoravelmente pela assembleia geral da FPF, onde as associações distritais perderam imenso peso de votos, passa, imagine-se, pela extinção do actual campeonato nacional da terceira divisão, isto, a partir da época 2010/2011.
Se a medida for aprovada, todos os clubes da terceira divisão descem aos distritais no final da próxima época, excepto os que subirem à «nova» segunda divisão nacional,  o que no caso de Aveiro, será uma autêntica razia.
Mas há pior nas propostas que vão ser discutidas e votadas, pois o número máximo de clubes a disputar a divisão principal distrital, não pode ser inferior a dez, nem superior a dezasseis.
Em Março de cada ano, esses campeonatos distritais terão de estar terminados, de modo a que o campeão entre numa prova nacional, que dará acesso à nova nomenclatura da segunda divisão nacional. Cabe então perguntar:
- Será que os clubes que restam – 15, no caso de Aveiro, terminam a época em Março? Custa a acreditar que seja esse o caminho, mas nada garante a continuidade competitiva subsequente ao final dos distritais.
Vamos ver o que sairá da assembleia geral da Federação. No caso do campeão distrital desta época, que, ao que tudo indica, será o Cesarense, de pouco lhe valerá essa promoção, uma vez que daqui a um ano será novamente remetido para o distrital de Aveiro, a menos que subisse à segunda divisão.
Enfim, à conta da crise que se vive no país não desportivo, está a preparar-se uma autêntica "eutanásia" dos clubes e associações, as quais, apesar de tudo, podem ainda adiar a «morte anunciada» por mais algum tempo, uma vez que a próxima assembleia da Federação ainda vai decorrer com actuais regulamentos, onde as associações distritais dispõem de votos suficientes para travar as propostas que vão ser apresentadas.



2184 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00 (total 5 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados