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Estratégia: Os campos do rio Águeda à espera do Ministro da Agricultura

por José Neves em Janeiro 28,2009

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Quinhentos e oitenta hectares - cinco milhões e oitocentos mil metros quadrados - é a área total de dois emparcelamentos rurais no concelho de Águeda e que abrangem seis freguesias: Águeda, Espinhel, Recardães, Borralha, Lamas do Vouga e Macinhata do Vouga. Processo desencadeado em 1999 pela Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Águeda (CALA) ele
visa, no essencial , "promover o ordenamento desta vasta e importantíssima área, tendo em conta as suas características ecológicas e as suas aptidões, permitindo um melhor aproveitamento das suas potencialidades e recursos endógenos e valorizando o papel da agricultura, dos agricultores e a manutenção da qualidade ambiental e da vida deste grande espaço rural".
E, dessa forma, "reduzir os custos de produção, melhorar o rendimento dos
agricultores, através da reorganização da estrutura  da propriedade e da construção de uma rede de infra-es-truturas rurais que permitam uma maior capacidade de adaptação tecnológica das explorações agrícolas a diferentes realidades de políticas agrícola e de mercados".
Cerca de 2500 são os  prédios rústicos  que integram a planície aluvionar dos  rios Águeda e Vouga e irão beneficiar com a execução dos processos de emparcelamento de uma rede de 35 quilómetros de caminhos agrícolas e 12  de linhas de água e novas valas de drenagem.
Do estudo prévio lançado em 1999, até a conclusão da elaboração do projecto, em finais de 2008, e sua entrega para aprovação no Ministério da Agricultura, foram vários os quadros comunitários
de apoio, para esta área até ao actual PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente), de onde se esperam os quatro milhões de euros necessários para, em dois anos, concretizar estes projectos de emparcelamento.
Porque o quadro jurídico das condições de acesso ao financiamento do PRODER é favorável à  Cooperativa de Lavradores de Águeda, espera-se agora que o Sr. Ministro da Agricultura, Jaime Silva, seja sensível e célere na aprovação destes dois projectos que, já com dez
anos de vida, reflectem a hipocrisia de sucessivas políticas agrícolas que tem
levado ao abandono da terra, à desertificação dos campos e ao definhar de um Ministério da Agricultura atolado, até não poder mais, em organigramas de
direcções gerais e listas de supranumerários.
Ainda em Setembro e na fFsta do Leitão, o Sr. Ministro da Agricultura esteve em Águeda. Foi pena que a política local  se tenha esquecido de  lhe mostrar os projectos que agora, no seu gabinete em Lisboa, lhe pedimos para aprovar.
Não é, Beatriz? n JNS

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