Águeda: O Catraio de Assequins sonha com um Centro Social
O CATRAIO - Centro Social da Catraia de Assequins tem nova direcção e pretende avançar com o processo de construção de novas instalações. “As actuais, são insuficientes para as necessidades”, disse o presidente Augusto Aguiar de Figueiredo.
A instituição funciona num edifício cedido pela Câmara Municipal de Águeda - uma antiga habitação que tem sido sucessivamente adapatada. Todavia, apesar disso, diz Augusto Aguiar de Figueiredo que “não corresponde totalmente aos fins para que está a ser utilizada”. Daí, a emergente necessidade de se construir o centro social, moderno e ao interesse das necessidades actuais. “O espaço é limitado, para as necessidades e condiciona o crecscimento da associação”, disse o presidente da direcção, adiantando a SP que é expectável a próxima disponibilização de um terreno, localizado perto da escola primária, para nele se erguer a obra social. Só a partir dessa disponibilização será desbloqueado o processo e será possível avançar com a elaboração do projecto para as novas instalações.
Dificuldades financeiras
O Catraio de Assequins tem actualmente 45 utentes: oito na creche (com capacidade para dez). 15 no jardim-de-infância (capacidade, para 20) e 22 no Centro de Actividades de Tempos Livres (CATL). Localizado em área de algumas fragilidades sociais, a instituição, até logo por isso, enfrenta permanentes dificuldades financeiras. As mensalidades dos utentes são adaptadas aos meios económicos das famílias - que são geralmente pequenos - e isso, naturalmente, ressente-se na gestão corrente. “Precisamos de muitos apoios”, disse Augusto Aguiar de Figueiredo, pois “as receitas são curtas para o orçamento e despesas normais”.
Sonhos do amanhã
Sonho maior de O Catraio de Assequins é a construção do Centro Social. “Ja com as valências de centro de dia e centro de convívio, e o apoio domiciliário“, disse o presidente Augusto Aguiar de Figueiredo. A assistente social Ana Almeida tem a mesma opinião: “É fundamental, para prestarmos ainda mais e melhores serviços e alargarmos a nossa rede de intervenção social. Há muitas famílias da nossa área de intervenção que carecem de apoios sociais”, disse a SP. A preocupação é comum, entre dirigentes e profissonais de O Catraio. Servir é o objectivo. Por exemplo, com o acordo com o Banco Alimentar, que “põe” na sua rede de serviços mais uma “valência”. “Fazemos a distribuição de ajuda alimentar a famílias carenciadas”, referiu Ana Almeida. Augusto Aguiar de Figueiredo faz o ”casamento” das necessidades e serviços e não tem dúvidas: “O Centro Social é o nosso objectivo e vamos lutar por ele. Vamos pedir apoio de moradores e empresas limítrofes para ultrapassarmos as dificuldades de hoje e projectarmos o sonho da construção do centro social”, disse o presidente de O Catraio.
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