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Macinhata do Vouga: Assuntos em que a Junta devia reflectir e... bem

por Alcides Melo em Dezembro 18,2008

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Três anos após haver tomado posse, a Junta de Freguesia de Macinhata do Vouga, acabou, finalmente, por mandar cortar as ervas na rua do Beco de Baixo.

Lamentável, e incomprensível nessa rua, é ter ficado intocável, em iminente situação de derrocada, um muro em ruínas, que pode vir a protagonizar um dos mais trágicos capítulos da história da nossa terra. É incrível que autoridade e proprietário do muro, perante tão grande perigo se deixem ficar no lastimoso refúgio da irresponsabilidade.
Situação idêntica se regista no caminho Beco-Redonda. Um caos no Beco de Baixo, não que a JF de Macinhata não saiba o que se passa. Sabe, mas, lamentávelmente, faz “olhos cegos” às gravíssimas mazelas do caminho; e, “orelhas moucas” aos repetidos SOS lançados em apelo à prestação de cuidados!
Mais umas enxurradas e nem de pó se poderá passar!. E, fazê-lo de veículo automóvel e ter coragem de enfrentar a ratoeira que constitui uma ex--moradia em ruínas (de paredes altas de quatro metros, coladas ao caminho), é, podem acreditar, expor-se a grave acidente e ao risco de perder a vida! Mas, e mais uma vez a autoridade e o  proprietário se deixam ficar no “cúmplice agasalho” da indiferença!.
E, há mais, por a JF nada fazer pela conservação do caminho, silvas e arbustos a invadi-lo como se fosse terra de ninguém, e até, um monte de entulho na sequência de um desprendido de terras, lá está, a embaraçar e a adornar um panorama triste e sombrio, que faria corar de vergonha um qualquer régulo encarregado da manutenção de picada da selva africana, nos vetustos tempos do retrógrado regime colonial!.
O abandono a que foi votado este caminho público fere interesses da população, em geral, e de proprietários florestais da zona, que causam prejuízos e desagrado. Porque, necessidades que podiam ser resolvidas em percursos de centenas de metros, devido à impraticabilidade do caminho, a utilização de itenerários alternativos, obrigam a percorrer milhares. Que se tornam pomo de insatisfação.
Queixosos: Engº. José Jorge de Melo Gomes e Álvaro de Oliveira Santos, do Beco, Armindo Vidal Matoso, de Macinhata; - Joaquim dos Santos Ferreira e Abílio Gomes (ex-presidente da Junta de Freguesia de Valongo) da Redonda. E outros.
A Junta de Freguesia de Macinhata não gostará destas críticas e irá repudiá-las. Pior, muito pior, por sua culpa, acontece às pessoas que procuram servir-se do caminho. Tem o objectivo da viagem a dois passos, chegam ao Beco de Baixo, não podem passar... e tem de dar longas passadas!. Nisto, sim, devia a Junta de Freguesia de Macinhata reflectir!. n Alcides Melo

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