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Entrevista: Medicina é para resolver os problemas das pessoas
Alfredo Carlos Domingues Vaz Franco deixou, ao fim de 17 anos, a direcção do Centro de Saúde de Águeda e confessou, em conversa com SP, que já está com... “saudades das pessoas”.
“Estou de férias há 26 dias!”, ironizou Carlos Franco quando questionado sobre a forma como tem vivido os dias seguintes à sua aposentação, decretada em finais de Outubro. A SP e no balanço de uma carreira com cerca de 30 anos, considerou que “a medicina só tem verdadeiro interesse quando serve para resolver os problemas das pessoas”. SOBERANIA DO POVO (SP): Que melhores recordações guarda destes 17 anos na direcção do Centro de Saúde de Águeda? CARLOS FRANCO (CF): O contacto com as pessoas, a disponibilidade permanente para tentar solucionar os problemas de gestão, dos profissionais e dos utentes do Centro de Saúde de Águeda. SP: Quando assumiu a direcção, em 1992, como é que Águeda estava ao nível dos cuidados médicos? CF: O Centro de Saúde era constituído, nessa altura, pela sede, localizada na antiga Casa da Criança, junto ao Hospital, e uma delegação, que vinha dos antigos Serviços Médico Sociais (SMS), as designadas Caixas, que se situava na Rua dr. Manuel Pinto. E tinhamos um conjunto de extensões de saúde em várias freguesias. SP: E hoje? CF: Em termos físicos, foi construída a nova sede, inaugurada em Janeiro de 1993, pelo actual Presidente da Republica, professor Cavaco Silva, e procedemos à abertura das extensões da Borralha e de Recardães. As unidades de Aguada de Baixo, Barrô, Macinhata do Vouga e Mourisca do Vouga, passaram a funcionar em outras instalações. SP: Macinhata do Vouga que ambicionava uma nova extensão de saúde há imensos anos... CF: Sim... Foi um sonho concretizado ao fim de dez longos anos.
NOVAS EXTENSÕES EM TRAVASSÔ E VALONGO
SP: E quais são os principais projectos para o futuro? CF: De momento, estão em andamento os projectos da nova extensão em Travassô e da requalificação de Valongo do Vouga. Chegámos a 2008 com o edifício sede e 14 extenções espalhadas pelo município, que garantem uma boa cobertura. SP: Mas há freguesias que não dispõem de unidades de saúde... CF: Temos a Extensão de Saúde de Mourisca do Vouga que serve Trofa, Segadães e Pedaçães. Valongo do Vouga dá apoio a Macieira de Alcoba. As populações de Espinhel distribuem-se por Barrô, Águeda e Travassô. Agadão, Castanheira do Vouga e Préstimo são asseguradas por médicos de outras Extensões. SP: Quais são as grandes necessidades do município em termos de equipamentos médicos? CF: Em termos de cuidados de saúde primários, as grandes necessidades passam pela manutenção das instalações existentes e pelas obras previstas em Travassô e em Valongo do Vouga. SP: Que implicações teve o encerramento parcial do SAP num passado recente? CF: O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) encerrou ao abrigo de um plano nacional de restruturação das urgências, sendo transformado em atendimento alternativo, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e aos sábados de manhã, entre as 9 e as 12 horas, com dois médicos em cada turno, para substituição dos médicos ausentes. Neste sentido, o encerramento parcial do SAP não teve grandes implicações, até porque foi criado o Serviço de Urgência Básica no Hospital Distrital de Águeda. Ver edição SP impressa
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