Lamas do Vouga: Sonhos para este mandato ainda estão por concretizar...
Alcides de Jesus cumpre o terceiro mandato como presidente da Junta de Freguesia de Lamas do Vouga, depois de ter sido tesoureiro e presidente da Assembleia de Freguesia.
SOBERANIA DO POVO (SP): O que é que tem sido feito na freguesia de Lamas do Vouga, de 1998, quando foi eleito presidente pela primeira vez, para cá? ALCIDES DE JESUS (AJ): Penso que, na última década, conseguimos dar passos bem alicerçados, que contribuem para o desenvolvimento sustentado da freguesia de Lamas do Vouga. Temos feito muita obra, mas, é certo, temos noção de que ainda há muito para fazer. SP: Quais são os exemplos da obra feita? AJ: O polidesportivo, o terceiro talhão do cemitério paroquial, a repavimentação de cerca de 80% dos arruamentos, a pavimentação de alguns troços que estavam em terra batida, o edifício da pré-primária, a ampliação e arranjo exterior da sede da Junta (onde funciona o ATL), o empedramento da estrada de ligação à Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga (nascente), a Casa Mortuária, os balneários do polidesportivo (que estão por acabar), a ampliação da rede de iluminação púbica (temos uma cobertura de 98%), a limpeza do Marnel numa extensão de dois quilómetros e meio, a construção de passeios e valetas um pouco por toda a freguesia... Julgo que temos obra! SP: E que balanço faz do actual mandato? AJ: No primeiro ano não fomos contemplados com nenhuma verba para a freguesia! Fizemos o muro de suporte de terras para o quarto talhão do cemitério e foi-nos atribuída uma verba de 5.000 euros, mas o investimento ultrapassou os 10.000. Apenas isso! SP: E no segundo ano? AJ: Fomos apenas contemplados 15.000 euros para um protocolo relativo a obras na escola e no polidesportivo. Fizemos as obras na escola, onde investimos mais de 8.000 euros, e só recebemos 7.500 da Câmara Municipal! Procedemos à aquisição de um dumper, por mais de 27.000 euros, e recebemos 9.000 da autarquia. Os 100.000 euros que estavam previstos para o saneamento, ainda não foram aplicados. SP: E em 2008? AJ: 2008 está a ser um ano mau, em termos de investimento em Lamas do Vouga! Continuamos à espera do saneamento, do empedramento da estrada de acesso à Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga (poente) e do alcatroamento das ruas das Covas e da Arrota Nova, em Pedaçães. SP: Qual é o balanço? AJ: O balanço deste último mandato está muito aquém dos sonhos ambicionados, já que as grandes obras, que terão de ser efectuadas pela Câmara Municipal, porque a Junta de Freguesia não dispõe de meios financeiros para o efeito, estão por realizar. Temo-nos limitado a efectuar as obras de pequena monta e, nesse aspecto, penso que, dentro dos escassos recursos financeiros disponíveis, temos desenvolvido um bom trabalho. SP: Quais são as obras de que mais se orgulha? AJ: Há três que julgo terem sido essenciais no rol de necessidades de Lamas: a pré-primária, o ATL e a Casa Mortuária. SP: As relações com a Associação Social, Desportiva e Cultural de Pedaçães é que não são, segundo parece, as melhores… AJ: Não me vou pronunciar, com todo o respeito, sobre isso, a não ser que o presidente da colectividade desminta as falsidades que proferiu ao vosso jornal. E aconselho-o a que não jogue com politiquices! Assim não vamos a lado nenhum. SP: Mas sente-se, de algum modo, incomodado? AJ: Olhe, incomodei-me foi com o teor de uma carta anónima que recebi num passado não muito distante, que deduzo de onde tenha sido remetida. Mas acabou por ser uma lição, já que a partir de então deixei de abrir cartas que não estejam identificadas. Ver edição impressa
1276 vezes lido
|