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AEA/AIA contesta aumento dos custos energéticos

por SP em Novembro 04,2008

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A direcção da Associação Empresarial de Águeda (AEA/AIA) expôs ao Presidente da República «a preocupação das empresas associadas quanto às dificuldades sentidas na sequência do anúncio de aumento dos preços da electricidade e gás natural».
      «Os aumentos anunciados são abusivos e descabidos de qualquer racionalidade e terão consequências muito graves na competitividade das empresas e, também, na vida das famílias portuguesas», considerou o presidente Ricardo Abrantes, na exposição enviada a Cavaco Silva.
    A AEA/AIA sublinha, no documento, que «há muito que as micro e PME’s são penalizadas pelo aumento do custo energético, sem que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e o Governo se preocupem com o seu estado. «Têm grandes dificuldades económicas e de liquidez que resultam da actual crise. A situação é de tal ordem grave que as empresas não estão em condições de suportar mais aumentos de custos, sejam eles quais forem», refere a AEA/AIA, lamentando «as desigualdades existentes no país».
    Cita, por exemplo, os bancos que «quando entram em dificuldades de liquidez, de imediato se aprovam medidas de apoio, mas quando são as muito pequenas, pequenas e médias empresas, que representam mais de 99% do universo empresarial e mais de 75% da criação de postos de trabalho, o Governo nada faz por elas, principalmente, quando reivindicam coisas bem simples como o congelamento dos preços da energia»
      «A banca privada e as grandes empresas são indubitavelmente privilegiadas, apesar de, comparativamente, contribuírem menos de 25% na criação de postos de trabalho», sublinhou a AEA/A, pedindo a Cavaco Silva que «intervenha no mercado da energia de forma a responder positivamente aos anseios das Micro e PME’s em anular os aumentos recentemente anunciados do gás e da electricidade».



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