Águeda: Estudo de Impacto Ambiental do novo IC2
A Câmara Municipal de Águeda reuniu extraordinariamente a 27 de Outubro, para analisar o estudo de impacto ambiental do novo IC2.
O traçado global considerado melhor para Águeda, segundo a autarquia, é o que passa pela duplicação da ponte do IC2 e/ou Alternativa 4 (com a nova ponte com dois sentidos de trânsito), mais Alternativa 4 A. O parecer camarário deverá ser remetido à Agência Portuguesa do Ambiente até 10 de Novembro e fundamenta-se na posição técnica e na sequência das reuniões realizadas nas Juntas de Freguesia de Aguada de Baixo (incluindo Barrô), Espinhel (incluindo Travassô e Recardães) e Trofa (incluindo Segadães e Lamas do Vouga. A análise foi efectuada com base num estudo-prévio, que poderá sofrer alterações em fase de projecto de execução e relativamente às soluções apontadas pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) como as melhores para Águeda, nomeadamente em Espinhel e na Trofa/Lamas verifica-se que assume a sua complexidade, já que refere os atravessamentos dos rios Águeda e Vouga como ocais sensíveis ao nível da ocupação urbana e agrícola, em particular em Trofa e Vale do Vouga. REUNIÕES NAS JUNTAS DE AGUADA DE BAIXO E BARRÔ
A reunião realizada em Aguada de Baixo apontou a Alternativa 3 como sendo a mais favorável, indo de encontro à opção técnica da Câmara Municipal. A população considerou que seria menos gravosa em termos de demolições. Contudo, chamou a atenção para o facto de ambas as soluções serem danosas para o desenvolvimento da freguesia, sendo que preferia a execução de uma outra solução mais a nascente da solução 1, já que espartilharia menos o seu território. A população de Barrô manifestou-se, sobretudo, no que diz respeito à necessidade de controlo dos níveis de ruído ao longo do IC2 - que tem sido um problema significativo. Em termos de traçado, não houve grandes objecções, já que mantém o corredor actual, apenas alargado.
RECARDÃES, ESPINHEL E TRAVASSÔ
A reunião realizada em Espinhel apontou para a alternativa 4 - que cria a ponte mais a poente da actual, mas apenas para o caso de esta ter dois sentidos, em vez de um, como preconiza o estudo-prévio. Se tal não for possível, a população prefere manter a situação actual, com a duplicação do actual viaduto, mesmo que tal implique a demolição de algumas construções (sobretudo anexos). Será pior deixar Oronhe entre duas vias, com os problemas que daí resultam em termos de ruído, insegurança e danos provocados pelas águas dos aquedutos. A população considerou as duas soluções como sendo sempre prejudiciais.
SEGADÃES, TROFA E LAMAS
A população considerou, na reunião realizada na Trofa, que a solução 4A era a melhor para as freguesias de Segadães, Trofa e Lamas do Vouga. A solução 1, preconizada pelo EIA como a melhor, teria impactos muito profundos em termos de ruído, impacto visual, demolições, ocupação de áreas urbanas, emissões de ruído e deterioração das linhas de água existentes, assim como seria uma pior solução em termos de ligação da Mourisca à Trofa, agravando a situação actual de separação que as duas povoações vivem. No caso de Lamas, foi solicitada a criação, na solução 4, de um viaduto para ligar a Cheira a Lamas.
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